Seis escolas seguem sem aulas em Juiz de Fora após chuvas de fevereiro; Colégio João XXXIII busca novo espaço provisório
Unidades da rede municipal e estadual continuam fechadas e mais de 1,7 mil alunos são impactados. MEC repassou mais de R$ 5 milhões para intervenções imediatas.
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Cinco escolas municipais seguem com as atividades suspensas em Juiz de Fora desde a tragédia causada pelas chuvas de fevereiro.
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Além das escolas municipais, uma unidade estadual também permanece sem aulas, e o Colégio XXXIII busca um local para realizar as atividades do Ensino Fundamental.
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A Escola Municipal Murilo Mendes, no bairro Alto Grajaú, por exemplo, tinha previsão de retomar as aulas nesta quinta-feira (26), após a conclusão de reparos realizados com orientação da Defesa Civil e apoio do Corpo de Bombeiros.
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No entanto, segundo a Secretaria Municipal de Educação, o retorno foi adiado.
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O ministro da Educação, Camilo Santana, em visita a Juiz de Fora no dia 16 de março, anunciou recursos destinados a ações emergenciais em escolas afetadas pelos temporais, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).
Escola Municipal Santa Catarina Labouré, em Juiz de Fora — Foto: Google Maps/Reprodução
Cinco escolas municipais seguem com as atividades suspensas em Juiz de Fora desde a tragédia causada pelas chuvas de fevereiro, que deixou 65 mortos e mais de 8,5 mil pessoas desabrigadas e desalojadas na cidade.
Além das escolas municipais, uma unidade estadual também permanece sem aulas, e o Colégio XXXIII busca um local provisório para realizar as atividades do Ensino Fundamental. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) repassou mais de R$ 5 milhões para intervenções emergenciais. Veja mais informações abaixo.
Rede municipal
A Escola Municipal Murilo Mendes, no bairro Alto Grajaú, por exemplo, tinha previsão de retomar as aulas nesta quinta-feira (26), após a conclusão de reparos realizados com orientação da Defesa Civil e apoio do Corpo de Bombeiros. No entanto, segundo a Secretaria Municipal de Educação, o retorno foi adiado.
Apesar de vistoria da Defesa Civil apontar que a estrutura do prédio está adequada, a Prefeitura decidiu aguardar a tramitação de um processo junto à Defesa Civil Nacional para viabilizar o acesso a recursos destinados a obras e serviços de manutenção na unidade.
Outras quatro escolas da rede municipal também seguem sem aulas devido a problemas estruturais:
- Escola Municipal Antônio Faustino da Silva
- Escola Municipal Clotilde Peixoto Hargreaves
- Escola Municipal Santa Cândida
- Escola Municipal Santa Catarina Labouré
Atualmente, as cinco escolas atendem cerca de 1.713 estudantes, que estão sem aulas. Não há data de retorno.
Rede estadual
Na rede estadual, a Escola Estadual Maria das Dores continua interditada por medida de segurança. O acesso à unidade está bloqueado devido a um deslizamento de barranco na rua Barão de Cataguases, no bairro Santa Helena, onde a unidade fica.
A Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Juiz de Fora informou que acompanha a situação e avalia alternativas para a retomada das aulas na unidade.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), as atividades serão repostas posteriormente, conforme o calendário escolar de 2026, para que os 200 dias letivos previstos por lei sejam cumpridos.
Colégio João XXIII
O Colégio de Aplicação João XXIII, interditado desde 4 de março, retomou parcialmente as atividades. Alunos do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) têm aulas em espaços da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Já os estudantes do Ensino Fundamental seguem sem atividades, e pais e responsáveis aguardam um posicionamento oficial sobre a situação do prédio, localizado na rua Visconde de Mauá, no bairro Santa Helena.
Em nota à TV Integração, a UFJF informou que prepara um edital de chamada pública para aluguel de espaço destinado ao Colégio João XXIII, para atividades do Ensino Fundamental.
Além disso, na terça-feira (24), foi realizada uma reunião com o diretor-geral do colégio, Felipe Bastos, e com o diretor de ensino, Fernando Lamas, para esclarecer dúvidas e apresentar sugestões sobre o assunto aos responsáveis.
Reconstrução
O ministro da Educação, Camilo Santana, em visita a Juiz de Fora no dia 16 de março, anunciou recursos destinados a ações emergenciais em escolas afetadas pelos temporais, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).
Segundo ele, mais de R$ 5 milhões serão repassados para intervenções imediatas em unidades da cidade. São elas:
- Escola Municipal Antônio Faustino;
- Escola Municipal Clotilde Hargreaves;
- Escola Municipal Georg Rodembach;
- Escola Municipal Adenilde Petrina;
- Escola Municipal Santa Catarina Labouré.
De acordo com a Prefeitura, os recursos foram creditados diretamente nas contas das escolas na segunda-feira (23).
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