Cotas de participação societária dos principais acionistas da Cobra Coral Participações serão adquiridas por outro investidor


Presidente do Santa Cruz se diz otimista por aporte de investidores da SAF

Presidente do Santa Cruz se diz otimista por aporte de investidores da SAF

A relação contratual entre Santa Cruz e o grupo que compunha a Cobra Coral Participações, referente à futura implementação da SAF no clube, acabará em breve. As cotas de participação societária dos acionistas Iran Barbosa, Alexandre Kubitstcheck, Marcus Bittar e Fernando Vieira Alves, considerado o garantidor financeiro do projeto, estão sendo vendidas a outro investidor brasileiro que negocia, de forma avançada, para assumir o controle do futebol tricolor.

O agora iminente ex-grupo de investidores está em fase final de venda e se prepara para o anúncio formal da saída da operação, que prometia gerar R$ 1 bilhão de investimentos em até 15 anos.

Vista aérea do Arruda e suas dependências — Foto: Marlon Costa/AGIF

Cada um dos integrantes da Cobra Coral Participações receberá pela transferência das ações, e ninguém terá mais vínculo comercial no negócio. A reportagem tentou contato com eles para esta matéria e recebeu o seguinte posicionamento de Iran Barbosa:

- Existem vários grupos de investimento conversando com a gente atualmente e, por questões de confidencialidade e integridade do negócio, não podemos confirmar nem negar nenhuma informação sobre nenhuma transação.

Aportes imediatos

O ge apurou que houve acordo formal do futuro investidor para realizar aportes imediatos na Série C - antes mesmo da necessária validação da SAF na Justiça, uma vez não estando formalmente constituída. O clube, por exemplo, tem até 27 o dia desse mês para realizar a necessária reformulação do elenco.

Será este novo rosto da operação, de nome mantido em sigilo, que prometeu cumprir com pendências financeiras de elenco, funcionários e contratações. A expectativa é de que a folha mensal do Santa Cruz, atualmente superior a R$ 1 milhão, chegue nos R$ 2 milhões, com o valor bancado quase que na integralidade pelos novos acionistas.

Bruno Rodrigues, presidente do Santa Cruz, conduziu pessoalmente as tratativas entre as partes nos últimos meses. A gestão queria celeridade para concluir o negócio antes do início da Terceira Divisão, que terminou por virar o único ponto de foco do clube na temporada - eliminado no Pernambucano e na Copa do Brasil.

Cabe frisar que a implementação da SAF não voltará à estaca zero. O processo não será refeito. O que haverá, sim, é a substituição de investidores. Os valores do acordo vinculante, celebrado em janeiro de 2025, bem como todos os detalhes comerciais, serão mantidos.

Ou seja:

Será o novo grupo o responsável por dar andamento os processos finais para a conclusão da compra de 90% das ações do Santa Cruz.

Isto é, os recém-chegados vão participar da criação do plano de pagamento dos credores e posterior apreciação em Assembleia, da homologação do acordo na recuperação judicial e, obviamente, da aquisição das ações do Santa Cruz via leilão.