Robôs humanoides visitam escolas e ajudam alunos no aprendizado
Alunos interagem com robôs na escola — Foto: Divulgação
Robôs humanoides visitaram escolas em Goiás e no Distrito Federal com o objetivo de auxiliar os alunos no aprendizado e aproximá-los da tecnologia. De acordo com o desenvolvedor do projeto, Thiago Gomes, a ideia foi implementada inicialmente na cidade de Anápolis, no centro do estado, e depois expandida para outras unidades.
Thiago é doutor em Ciências Sociais e especialista em Inteligência Artificial aplicada à educação, e explica que a inteligência artificial já está presente no dia a dia da sociedade e a escola precisa preparar os alunos para compreender, criar e liderar neste cenário, e não apenas consumir tecnologia.
"Os robôs tornam concreto aquilo que muitas vezes é abstrato. Eles aproximam teoria e prática, desenvolvendo competências que vão além do conteúdo", disse Thiago.
Segundo Thiago, foram usados dois tipos de robôs: os humanoides e os quadrúpedes, e cada um tem uma proposta. Segundo ele, o robô quadrúpede costuma ser utilizado em desafios técnicos e projetos práticos, como missões, simulações e atividades ligadas à lógica e programação.
"Já o humanoide tem uma dimensão mais interativa e comunicativa, apoiando demonstrações, apresentações, experiências com linguagem e interação social", diferenciou Thiago.
Para o educador, a presença dos robôs não substitui o professor dentro da sala de aula, mas funciona como extensão pedagógica. Ele aponta três dimensões para o uso dos robôs:
- Lúdica: despertam curiosidade e motivação;
- Instrucional: participam de desafios, simulações e atividades orientadas;
- Aplicada: são utilizados em projetos interdisciplinares, especialmente nas áreas de tecnologia, matemática, ciências e linguagem.
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Segundo Thiago, a ideia surgiu da necessidade de alinhar o ambiente escolar às transformações tecnológicas que já impactam a sociedade e o mercado de trabalho.
Os equipamentos são utilizados para estimular habilidades como pensamento crítico, programação e criatividade, além de promover o contato prático com tecnologias emergentes.
Thiago Gomes e os robôs usados junto aos alunos — Foto: Divulgação
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