• O longa concorre a duas estatuetas no Oscar e desponta como um dos principais rivais do brasileiro “O Agente Secreto” (foto), com Wagner Moura e direção de Kleber Mendonça Filho, na categoria de Melhor Filme Internacional. Os outros concorrentes são o norueguês “Valor Sentimental”, o espanhol “Sirât” e o tunisiano “A Voz de Hind Hajab”.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2025/05/2-Wagner-Moura-O-Agente-Secreto-2025.jpg?20260305081349" width="1114" height="626">

    O longa concorre a duas estatuetas no Oscar e desponta como um dos principais rivais do brasileiro “O Agente Secreto” (foto), com Wagner Moura e direção de Kleber Mendonça Filho, na categoria de Melhor Filme Internacional. Os outros concorrentes são o norueguês “Valor Sentimental”, o espanhol “Sirât” e o tunisiano “A Voz de Hind Hajab”. 

    Foto: Divulgação
  • Antes disso, a produção já havia conquistado a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2025, reafirmando a força e a vitalidade do cinema iraniano no circuito mundial.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/11-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081349" width="1114" height="626">

    Antes disso, a produção já havia conquistado a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2025, reafirmando a força e a vitalidade do cinema iraniano no circuito mundial. 

    Foto: Divulgação
  • A trajetória do filme sintetiza uma história maior: a de uma cinematografia que, mesmo atravessada por censura, restrições políticas e vigilância estatal, consolidou-se como uma das mais respeitadas e influentes do mundo contemporâneo. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/13-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081349" width="1114" height="626">

    A trajetória do filme sintetiza uma história maior: a de uma cinematografia que, mesmo atravessada por censura, restrições políticas e vigilância estatal, consolidou-se como uma das mais respeitadas e influentes do mundo contemporâneo.

    Foto: Divulgação
  • As primeiras filmagens realizadas no Irã datam dos anos 1900. Em 1933, houve um salto técnico com “A Filha do Lor”, dirigido por Abdolhossein Sepanta em parceria com o cineasta indiano Ardeshir Irani. Produzido em Bombaim, o filme é considerado o primeiro longa sonoro em língua persa e tornou-se um enorme sucesso de público, inaugurando a era do cinema falado no país. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/03-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081349" width="1114" height="626">

    As primeiras filmagens realizadas no Irã datam dos anos 1900. Em 1933, houve um salto técnico com “A Filha do Lor”, dirigido por Abdolhossein Sepanta em parceria com o cineasta indiano Ardeshir Irani. Produzido em Bombaim, o filme é considerado o primeiro longa sonoro em língua persa e tornou-se um enorme sucesso de público, inaugurando a era do cinema falado no país.

    Foto: Reprodução do X @HardGerd
  • Ao longo das décadas de 1940 e 1950, a indústria cinematográfica local começou a se estruturar de forma mais consistente, com a criação de estúdios e aumento da produção. Consolidou-se então um modelo popular conhecido posteriormente como Filmfarsi, caracterizado por melodramas, romances, musicais e narrativas moralizantes que atraíam grandes plateias urbanas.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081351" width="1114" height="626">

    Ao longo das décadas de 1940 e 1950, a indústria cinematográfica local começou a se estruturar de forma mais consistente, com a criação de estúdios e aumento da produção. Consolidou-se então um modelo popular conhecido posteriormente como Filmfarsi, caracterizado por melodramas, romances, musicais e narrativas moralizantes que atraíam grandes plateias urbanas. 

    Foto: Divulgação
  • O reconhecimento internacional do cinema iraniano ganhou novo patamar a partir da década de 1990, especialmente com a obra de Abbas Kiarostami. Seu filme “Gosto de Cereja”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1997, colocou definitivamente o Irã no mapa da cinefilia global.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/02-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081350" width="1114" height="626">

    O reconhecimento internacional do cinema iraniano ganhou novo patamar a partir da década de 1990, especialmente com a obra de Abbas Kiarostami. Seu filme “Gosto de Cereja”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1997, colocou definitivamente o Irã no mapa da cinefilia global. 

    Foto: Tasnim News Agency/Wikimédia Commons
  • Além de “Gosto de Cereja”, Abbas Kiarostami teve grande prestígio internacional com “Onde Fica a Casa do Meu Amigo?” (1987), “Close-Up” (1990) e “Através das Oliveiras” (1994), obras celebradas em festivais europeus. O cineasta tornou-se referência por uma linguagem minimalista, narrativas abertas e forte dimensão poética, muitas" src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/25-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081350" width="1114" height="626">

    Além de “Gosto de Cereja”, Abbas Kiarostami teve grande prestígio internacional com “Onde Fica a Casa do Meu Amigo?” (1987), “Close-Up” (1990) e “Através das Oliveiras” (1994), obras celebradas em festivais europeus. O cineasta tornou-se referência por uma linguagem minimalista, narrativas abertas e forte dimensão poética, muitas Foto: Divulgação

  • A partir dele, críticos e festivais passaram a olhar com mais atenção para uma produção que já vinha se desenvolvendo desde os anos 1960, mas que passou a ter uma identidade estética reconhecível. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/20-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081351" width="1114" height="626">

    A partir dele, críticos e festivais passaram a olhar com mais atenção para uma produção que já vinha se desenvolvendo desde os anos 1960, mas que passou a ter uma identidade estética reconhecível.

    Foto: Divulgação
  • A chamada “nova onda” iraniana, iniciada ainda antes da Revolução Islâmica de 1979, ganhou novo contorno no período pós-revolucionário. Apesar do endurecimento ideológico imposto pela República Islâmica, a limitação de recursos e a vigilância da teocracia acabaram estimulando soluções criativas.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/19-Ali-Khamenei.jpg?20260305081351" width="1114" height="626">

    A chamada “nova onda” iraniana, iniciada ainda antes da Revolução Islâmica de 1979, ganhou novo contorno no período pós-revolucionário. Apesar do endurecimento ideológico imposto pela República Islâmica, a limitação de recursos e a vigilância da teocracia acabaram estimulando soluções criativas. 

    Foto: Reprodução de vídeo CNN Brasil
  • Como o contato físico entre homens e mulheres é rigidamente regulado nas telas, e determinados temas são vetados, muitos cineastas passaram a trabalhar com metáforas, narrativas infantis e alegorias sociais para discutir questões profundas como desigualdade, opressão e identidade.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/01-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081353" width="1114" height="626">

    Como o contato físico entre homens e mulheres é rigidamente regulado nas telas, e determinados temas são vetados, muitos cineastas passaram a trabalhar com metáforas, narrativas infantis e alegorias sociais para discutir questões profundas como desigualdade, opressão e identidade. 

    Foto: Divulgação
  • A simplicidade formal, com filmagens em locações reais, atores não profissionais e roteiros enxutos, tornou-se marca estética e também estratégia de sobrevivência artística. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/19-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081353" width="1114" height="626">

    A simplicidade formal, com filmagens em locações reais, atores não profissionais e roteiros enxutos, tornou-se marca estética e também estratégia de sobrevivência artística.

    Foto: Divulgação
  • Entre os nomes centrais dessa renovação está o próprio Jafar Panahi, cuja filmografia inclui obras como “O Círculo” e “Taxi Teerã”, premiado no Festival de Berlim.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/18-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081353" width="1114" height="626">

    Entre os nomes centrais dessa renovação está o próprio Jafar Panahi, cuja filmografia inclui obras como “O Círculo” e “Taxi Teerã”, premiado no Festival de Berlim. 

    Foto: Divulgação
  • Panahi enfrentou prisão domiciliar e proibição de filmar imposta pelo regime iraniano, mas continuou produzindo clandestinamente, transformando o próprio ato de filmar em gesto político. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/15-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081353" width="1114" height="626">

    Panahi enfrentou prisão domiciliar e proibição de filmar imposta pelo regime iraniano, mas continuou produzindo clandestinamente, transformando o próprio ato de filmar em gesto político.

    Foto: César/Wikimédia Commons
  • Outro cineasta fundamental é Asghar Farhadi, que conquistou dois Oscars de Melhor Filme Internacional com “A Separação” e “O Apartamento”.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/26-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081353" width="1114" height="626">

    Outro cineasta fundamental é Asghar Farhadi, que conquistou dois Oscars de Melhor Filme Internacional com “A Separação” e “O Apartamento”. 

    Foto: Manfred Werner/Wikimédia Commons
  • Seus dramas familiares, construídos com rigor narrativo e tensão moral, alcançaram grande público internacional e provaram que o cinema iraniano podia dialogar tanto com festivais quanto com audiências amplas. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/17-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081358" width="1114" height="626">

    Seus dramas familiares, construídos com rigor narrativo e tensão moral, alcançaram grande público internacional e provaram que o cinema iraniano podia dialogar tanto com festivais quanto com audiências amplas.

    Foto: Divulgação
  • A presença feminina também se consolidou como força criativa importante. Samira Makhmalbaf, revelada ainda adolescente, chamou atenção em Cannes com “A Maçã” e “O Quadro Negro”, abordando educação e desigualdade social. Sua mãe, Marzieh Meshkini, e outros realizadores ligados à família Makhmalbaf ampliaram o espectro temático e estético da produção local.  " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/samira.jpg?20260305081355" width="1114" height="626">

    A presença feminina também se consolidou como força criativa importante. Samira Makhmalbaf, revelada ainda adolescente, chamou atenção em Cannes com “A Maçã” e “O Quadro Negro”, abordando educação e desigualdade social. Sua mãe, Marzieh Meshkini, e outros realizadores ligados à família Makhmalbaf ampliaram o espectro temático e estético da produção local. 

    Foto: Reprodução
  • Mais recentemente, cineastas como Mohammad Rasoulof, diretor de “Não Há Mal Algum” e “A Semente do fruto Sagrado”, ganharam notoriedade internacional ao abordar de forma direta as contradições do regime, enfrentando processos judiciais e restrições de viagem. " src="https://www.flipar.com.br/wp-content/uploads/2026/03/21-Cinema-Iraniano.jpg?20260305081355" width="1114" height="626">

    Mais recentemente, cineastas como Mohammad Rasoulof, diretor de “Não Há Mal Algum” e “A Semente do fruto Sagrado”, ganharam notoriedade internacional ao abordar de forma direta as contradições do regime, enfrentando processos judiciais e restrições de viagem.

    Foto: Divulgação