A iminente saída de Rayan tem mexido com os bastidores do Vasco.
A joia cruz-maltina deve se converter na maior venda da história do clube.
Os valores da transação giram em torno de 35 milhões de euros (R$ 218,5 milhões) a serem pagos pelo Bournemouth, da Inglaterra.
Em outros tempos, o negócio causaria estranhamento.
Afinal, apesar da badalação em torno do atacante seu destino não será nenhum gigante europeu.
Mas hoje essa é a realidade: os clubes médios da Premier League tornaram-se alguns dos principais compradores das joias brasileiras.
Rayan não foi o único a embarcar para a Inglaterra este ano.
No dia 1º de janeiro, o Aston Villa anunciou a contratação de Alysson junto ao Grêmio.
O clube tradicional, que chegou a ser potência nos primeiros anos de futebol na Inglaterra, irá pagar 10 milhões de euros (R$ 62,4 milhões) pelo atacante de 19 anos.
Ex-Grêmio, Alysson foi vendido para o Aston Villa — Foto: Divulgação/Grêmio No ano passado, estes clubes também foram um importante destino de atletas saídos do Brasil.
Só o Botafogo viu quatro de seus jogadores irem para o Nottingham Forest: o atacante Igor Jesus, o lateral Cuiabano, o zagueiro Jair e o goleiro John.
Já o Flamengo vendeu o argentino Carlos Alcaraz para o Everton.
O Fluminense, por sua vez, negociou Esquerdinha com o Queens Park Rangers e Jhon Arias com o Wolverhampton.
E o Southampton anunciou Welington, ex-São Paulo.

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O goleiro John, ex-Botafogo, foi contratado pelo Nottingham Forest em 2025 — Foto: Reprodução/ForestTV Em 2024, o mesmo Nottingham Forest comprou o goleiro Carlos Miguel do Corinthians.
Já o Wolverhampton investiu em André, do Fluminense; e em Pedro Lima, do Sport.
O Brentford, em Gustavo Nunes, do Grêmio.
E o West Ham, em Luis Guilherme, do Palmeiras.
Este fluxo é reflexo do crescimento cada vez maior da Premier League no mercado de transferências.
Como todos têm por trás investidores milionários e donos de redes multiclubes, tornaram-se capazes de investir em tradicionais polos de revelações, como Brasil e Argentina, acabando com uma quase exclusividade de gigantes como Manchester United, Real Madrid, PSG, Manchester City, Barcelona, Juventus e Chelsea.
O Nottingham, por exemplo, é de propriedade do bilionário grego Evangelos Marinakis, dono do Olympiacos-GRE e do Rio Ave-POR.
O Wolves pertence ao conglomerado chinês Fosun International.
Já o Aston Villa é ligado ao fundo V Sports, liderado pelo estadunidense Wes Edens e o egípcio Nassef Sawiris.
Este já chegou a ser apontado pela revista Forbes como o segundo homem mais rico do continente africano.
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Destino de Rayan, o Bournemouth foi adquirido em 2022 pelo grupo Black Knight Football Club UK Limited, presidido pelo bilionário americano Bill Foley e que tem como um de seus investidores o ator de Hollywood Michael B.
Jordan.
Também fazem parte da rede multiclubes o FC Lorient, da França; o Moreirense, de Portugal; e o Auckland FC, da Nova Zelândia, que compete na liga australiana.
Lucas Paquetá, da seleção brasileira, defende o West Ham — Foto: Ben Stansall/AFP Hoje, os clubes médios da Inglaterra são, inclusive, a casa de jogadores convocados pela seleção.
São os casos de Lucas Paquetá, do West Ham; da dupla João Gomes e André, do Wolverhampton; de Bruno Guimarães e Joeliton, do Newcastle; além do próprio goleiro John.

A compra de Rayan, ativo do Vasco da Gama, saiu barata demais para o Bournemouth! É isso que pensam diversos ingleses, aficionados pela Premier League.
A pouca idade, aliada ao grande talento e potencial do jovem brasileiro, faz com os estrangeiros, que têm como referência sucessos como Estêvão e Vinicius Jr, acharem que o Bournemouth saiu "no lucro" na negociação.

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continua após a publicidade O acordo entre as partes prevê o pagamento de 35 milhões de euros (cerca de R$ 220 milhões).
Tradução: Rayan para Bournemouth 35 milhões? Que roubo! Nos próximos 3 anos ele vai facilmente chegar a 100 milhões.
Tradução: Daqui a alguns anos, Rayan será vendido por € 100 mil