Protesto indígena bloqueia Estrada de Ferro Carajás que liga o Pará ao Maranhão

Protesto ocorre em trecho da ferrovia em Bom Jesus do Tocantins, sudeste do estado. Comunidades denunciam impactos ambientais e cobram consulta prévia sobre duplicação da linha.


  • Indígenas do povo Gavião interditam, nesta segunda-feira (16), a Estrada de Ferro Carajás, no trecho que passa pelo município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará.

  • O protesto entra no quinto dia consecutivo.

  • O bloqueio é realizado por comunidades da Terra Indígena Mãe Maria, que impedem a passagem de trens de minério e também do trem de passageiros operado pela Vale.

Indígenas bloqueiam ferrovia no sudeste do Pará

Indígenas bloqueiam ferrovia no sudeste do Pará

Indígenas do povo Gavião interditam, nesta segunda-feira (16), a Estrada de Ferro Carajás, no trecho em que passa pelo município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará. O protesto entra no quinto dia consecutivo. A ferrovia liga o Pará ao Maranhão.

O bloqueio é realizado por comunidades da Terra Indígena Mãe Maria, que impedem a passagem de trens de minério e também do trem de passageiros operado pela Vale.

Segundo os indígenas, o protesto denuncia irregularidades na duplicação da ferrovia. As lideranças afirmam que a obra tem causado impactos ambientais no território, como poluição sonora e contaminação de rios que passam pela área indígena.

De acordo com o Ministério Público Federal, a empresa estaria operando a segunda linha da ferrovia sem a licença necessária. As comunidades também alegam que não foram consultadas previamente sobre a obra, como prevê a legislação. Os manifestantes informaram que o bloqueio não tem data para terminar.

Indígenas bloqueiam ferrovia no sudeste do Pará — Foto: TV Liberal

Em nota, a Vale, responsável pela ferrovia, informou que, por motivos de segurança, as viagens do trem de passageiros permanecem suspensas nesta segunda-feira (16) e também na terça-feira (17).

A empresa afirmou ainda que adotou providências para retomar a circulação dos trens de forma segura o mais breve possível.

A mineradora informou também que passageiros poderão solicitar a remarcação das passagens ou o reembolso dos bilhetes. O prazo para solicitar o ressarcimento é de até 30 dias a partir da data do pedido.

Sobre a manifestação do Ministério Público Federal, a empresa informou que já se posicionou no processo e deve apresentar defesa na Justiça.

Vídeos com as principais notícias do Pará