Decisão fala em cela com “condições ainda mais favoráveis” para atender melhor aos pedidos da defesa do ex-presidente Por que Moraes transferiu Bolsonaro da PF para a Papudinha O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou na última quinta-feira (16) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse transferido da Superintendência da PF (Polícia Federal) para uma cela na chamada Papudinha, um dos prédios Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Na decisão, Moraes citou as constantes reclamações por parte dos filhos e da esposa do ex-chefe do Executivo, Michelle Bolsonaro (PL).
Em diversas ocasiões, o clã Bolsonaro alegou que a permanência do ex-presidente na Polícia Federal se igualava a uma “tortura” e pediu, reiteradas vezes, que Bolsonaro ficasse em prisão domiciliar.
O ministro declarou que não há verdade nas reclamações feitas por aliados, mas que isso não impediria que o ex-mandatário fosse transferido para uma cela com “condições ainda mais favoráveis”.
Com a transferência, o magistrado atende melhor os pedidos da defesa, em referência a:

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Tamanho da cela; Acesso à alimentação adequada; Possibilidade de banho de sol; Aumento do tempo de visita; Atendimento médico adequado; e Possibilidade de fisioterapia.
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Com 64,83m², a nova cela de Bolsonaro é bem maior do que os 12m² da Sala de Estado-Maior na Superintendência da PF, onde estava preso desde novembro de 2025.
Enquanto a cela em que o ex-presidente estava contava com banheiro, cama, mesa de trabalho, televisão, frigobar e cadeira, a nova instalação oferece uma estrutura mais robusta, com cômodos separados para banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.
De acordo com o ministro, as novas acomodações incluem banheiro com chuveiro com água quente, geladeira, armários, cama de casal e TV.
A cozinha ainda permitiria a Bolsonaro o preparo e armazenamento adequado da comida — já que o ex-presidente segue recomendação médica de uma dieta específica por conta de seus problemas de saúde.
Além da área interna, a nova instalação tem ainda uma área externa de 10,07m², possibilitando ao ex-mandatário banhos de sol com total privacidade e sem a necessidade de marcar horário.
Quanto às visitas, Moraes considera que o espaço disponibilizado é mais amplo e que a ida de familiares poderia ocorrer “tanto na área coberta quanto na externa”, com mesas e cadeiras disponíveis nos dois ambientes.
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Na decisão, o ministro ainda liberou as visitas permanentes de Michelle e dos filhos Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro, e a enteada, Leticia da Silva.
Dessa forma, os familiares não precisariam esperar por uma autorização judicial.
Somado a isso, o ex-chefe do Executivo também poderá receber atendimento religioso uma vez por semana, o que também havia sido um pedido dos advogados enquanto ele estava na Polícia Federal.
Desde que Bolsonaro foi preso, em 22 de novembro, familiares, aliados e defesa vinham reivindicando um melhor tratamento médico para o ex-presidente.
Com uma série de problemas no trato digestivo decorrentes da facada que levou durante as eleições de 2018, a saúde de Bolsonaro era um dos principais argumentos para uma eventual prisão domiciliar.
Moraes também considerou que a transferência viabiliza melhor os pedidos da defesa.
Para atender as eventuais necessidades de saúde de Bolsonaro, há um posto de saúde no local com uma equipe composta por dois médicos clínicos, três enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um fisioterapeuta, três técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico.
Além disso, o ministro também autorizou a instalação de aparelhos de fisioterapia.
A preocupação com sessões diárias de fisioterapia respiratória e motora já havia sido expressa pela defesa em pedidos anteriores.
O magistrado ainda liberou a instalação de grades de proteção na cama de Bolsonaro e barras de apoio em outros locais da acomodação na Papudinha.
A medida teria o