Pontos de contaminação da doença de Chagas são identificados em 4 bairros de Macapá

Bairros da Zona Sul da capital concentram pontos de contaminação, segundo a SVS. Em 2026, são 20 casos confirmados, com 2 mortes e 1 em investigação. Em 2025 foram 89 registros e apenas uma morte.


  • A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) divulgou nesta sexta-feira (27) os pontos de contaminação identificados da doença de Chagas em 4 bairros de Macapá.

  • Apenas nos 3 primeiros meses de 2026, foram confirmados 20 casos da doença, com 2 mortes confirmadas e uma 3ª em investigação.

  • No ano de 2025, o estado havia registrado 89 casos confirmados e uma morte. Até o momento, neste ano, o número de casos é menor, mas há mais mortes confirmadas do que no ano anterior.

SVS utiliza plano emergencial para combater doença de Chagas no Amapá

SVS utiliza plano emergencial para combater doença de Chagas no Amapá

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) divulgou nesta sexta-feira (27) os pontos de contaminação identificados da doença de Chagas em 4 bairros de Macapá, são eles : Jardim Marco Zero, Zerão, Universidade e Buritizal; todos na Zona Sul da capital.

Apenas nos 3 primeiros meses de 2026, foram confirmados 20 casos da doença, com 2 mortes confirmadas e uma 3ª em investigação. No mês de março, foram 8 confirmações da doença.

No ano de 2025, o estado havia registrado 89 casos confirmados e uma morte. Até o momento, neste ano, o número de casos é menor, mas há mais mortes confirmadas do que no ano anterior.

Segundo a gerente do Centro de Informações Estratégicas da SVS, Solange Costa, o aumento de mortes exige atenção.

“Essa incidência não é comum para este período e precisamos alertar a população para o risco”, declarou.

Para conter os casos, a Vigilância em Saúde ativou um plano de contingência, com fiscalização de batedeiras, medidas educativas e investigação epidemiológica.

“Já houve interdição de estabelecimentos e seguimos trabalhando junto às vigilâncias municipais para orientar e proteger a população”, afirmou.

A doença é endêmica da região amazônica e hoje está associada principalmente ao consumo de alimentos contaminados.

“A transmissão ocorre de forma oral, ligada ao consumo de açaí. Nossa orientação é que as pessoas comprem o alimento em locais seguros, que adotem medidas de higienização”, disse Solange.

Ela destacou que o processo de branqueamento, quando a polpa do açaí passa por alta temperatura, em torno de 90 graus, é fundamental para eliminar o protozoário e garantir a segurança do consumo.

Solange também alertou sobre informações falsas que circulam em redes sociais sobre listas de batedeiras interditadas.

“Isso atrapalha nosso trabalho. A população deve buscar informações oficiais e confiar nos estabelecimentos que seguem protocolos sanitários”, falou.

Tratamento

O tratamento é feito exclusivamente na rede pública, com o medicamento benzonidazol, disponível em hospitais e unidades básicas de saúde. No CRDT, os pacientes recebem acompanhamento tanto na fase aguda quanto na fase crônica da doença.

Na fase aguda, os sintomas são mais evidentes, como febre alta e dores intensas. Já na fase crônica, os sinais podem ser silenciosos, exigindo exames regulares. O acompanhamento é necessário porque a doença pode afetar o coração e o sistema digestivo ao longo dos anos.

Orientação e coleta laboratorial para diagnóstico da doença de Chagas na zona rural de Petrolina — Foto: Deivid Menezes

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