Polícia faz operação contra suspeitos de pirâmide financeira e prejuízo de R$ 420 mil em Indaiatuba

Mandados foram cumpridos no Jardim Morada do Sol; investigação apontou que grupo usava fachada de escola de day trade e imagem religiosa para atrair vítimas.


  • A Polícia Civil de Piracicaba cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (5), contra um grupo investigado por estelionato em um esquema de pirâmide que causou prejuízo financeiro de ao menos R$ 420 mil a 14 vítimas, no Jardim Morada do Sol, em Indaiatuba (SP).

  • De acordo com a Polícia Civil, os integrantes do grupo se apresentavam como especialistas em investimentos. O principal alvo da operação usava a imagem pública como professor de teologia, música e instrutor de finanças para atrair investidores, alegando atuar no mercado desde 2016.

  • O homem estruturou uma empresa com o pretexto de ser uma escola de day trade para conquistar a confiança de alunos e membros da comunidade religiosa, de acordo com a investigação. Ainda segundo a apuração, apesar da alegação de estar há anos no mercado, a empresa foi criada em 2024.

Apreenção feita na residência dos investigados — Foto: Reprodução/EPTV

A Policia Civil de Piracicaba cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (5), contra um grupo investigado por estelionato em um esquema de pirâmide que causou prejuízo financeiro de ao menos R$ 420 mil a 14 vítimas, no Jardim Morada do Sol, em Indaiatuba (SP).

De acordo com a Polícia Civil, os integrantes do grupo se apresentavam como especialistas em investimentos. O principal alvo da operação usava a imagem pública como professor de teologia, música e instrutor de finanças para atrair investidores, alegando atuar no mercado desde 2016.

O homem estruturou uma empresa com o pretexto de ser uma escola de day trade para conquistar a confiança de alunos e membros da comunidade religiosa, de acordo com a investigação. Ainda segundo a apuração, apesar da alegação de estar há anos no mercado, a empresa foi criada em 2024. Foram encontradas irregularidades no endereço da empresa e a polícia constatou a ocultação de bens de luxo.

Os golpes baseavam-se em promessas de lucros altos com rendimentos garantidos, relatórios fraudulentos, uso de demonstrativos falsos com supostos ganhos mensais para estimular novos aportes financeiros.

O grupo também recrutava as vítimas para se tornarem assessores na empresa com oferta de comissão para captar novos investidores, caracterizando o esquema de pirâmide.

Ainda segundo a Policia Civil, um dos investigados alegou não ter feito o pagamento às vitimas por ter perdido a senha e as 12 palavras-chave de recuperação de sua carteira digital em uma plataforma de investimento em criptoativos, não tendo mais controle sobre os valores investidos por terceiros.

O g1 tenta contato com a defesa da empresa e a reportagem será atualizada quando obtiver retorno.

Na operação, a polícia apreendeu sete cartões bancários, celulares, documentos, agendas pessoais e máquinas de cartão da empresa.

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