Pintura furtada em festa de ano-novo em galeria de Curitiba é devolvida
Obra foi encontrada no banheiro da galeria depois de uma festa feita no local para a exibição do Oscar.
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Quadro foi furtado de dentro de uma galeria de arte durante uma festa no dia 31 de dezembro, em Curitiba.
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A peça "A pele da pintura (para Dora Longo Bahia)" foi feita pelo artista Gustavo Magalhães.
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Segundo Malu Meyer, proprietária da Soma Galeria, a obra foi encontrada no banheiro da galeria depois de uma festa feita no local para a exibição do Oscar.
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A equipe do local localizou a pintura na quarta-feira (18).
Obra "a pele da pintura (para dora longo bahia)", do artista Gustavo Magalhães — Foto: Rafael Dabul
Um quadro furtado de dentro de uma galeria de arte durante uma festa no dia 31 de dezembro, em Curitiba, foi devolvido nesta quinta-feira (19), mais de dois meses após o furto.
A peça "A pele da pintura (para Dora Longo Bahia)" foi feita pelo artista Gustavo Magalhães – um dos nomes expoentes da arte contemporânea brasileira, que já realizou exposições individuais e coletivas em diferentes estados do país.
Segundo Malu Meyer, proprietária da Soma Galeria, a obra foi encontrada no banheiro da galeria depois de uma festa feita no local para a exibição do Oscar. A equipe do local localizou a pintura na quarta-feira (18).
"Eu esperava que um dia ela fosse devolvida, eu tinha essa certeza de que a pessoa não ia jogar fora. Eu olhava todo dia a caixinha do correio, chegava aqui [na galeria] com uma ansiedade", comemora.
Meyer conta que não sabe quem deixou a obra. O quadro foi devolvido sem bilhete, nem nenhuma outra indicação.
"O artista estava desacreditado já, tanto que ele fez outra obra. Achou que não ia ser encontrada", detalha.
Com o desaparecimento da obra, a proprietária registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) relatando o furto e a Polícia Civil passou a investigar o caso. Agora que a peça foi localizada, a corporação arquivou as investigações.
Pintura foi encontrada no banheiro da galeria — Foto: RPC
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Sumiço da pintura
Malu Meyer notou a ausência da pintura no dia 3 de janeiro, quando foi pela primeira vez ao espaço depois da festa de ano-novo. A pintura, que tem cerca de 22x16,5 centímetros, faz parte do acervo pessoal dela e estava disposta em uma parede junto com outros trabalhos.
Segundo a proprietária da galeria, fotos tiradas durante a festa mostram que a obra esteve no local até por volta das 5h da madrugada do dia 1º de janeiro, mas a pintura não aparecia nos registros feitos após esse horário.
Na época, Meyer e Magalhães fizeram um apelo para que quem tivesse levado a obra a devolvesse, ainda que anonimamente. Eles tinham receio de que a pessoa, em um momento de desespero, se desfizesse da obra de alguma maneira inadequada para tentar se livrar da responsabilização pelo furto.
Para o artista, a obra tem um significado especial, uma vez que a considera um trabalho seminal para a própria trajetória artística.
Atualmente, Magalhães desenvolve uma pesquisa em torno da noção de "pele da pintura". No processo, o artista faz pinturas estruturadas sobre uma espessa camada de tinta a óleo aplicada ao suporte e apenas superficialmente seca.
Uma vez concluída, a "pele pictórica" é trabalhada por meio de cortes, dobras e outras estratégias que revelam o interior ainda úmido.
A peça furtada foi uma das primeiras nas quais ele conseguiu usar de forma aprimorada a técnica que pesquisa há quase dois anos.
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