PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro a cargo de escrivão
Após perder o mandato, ex-deputado precisa retornar à Polícia Federal para reassumir o cargo
A PF (Polícia Federal) determinou nesta sexta-feira (2) que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retorne imediatamente ao Brasil para reassumir o cargo de escrivão da corporação.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive nos Estados Unidos desde março de 2025 e, caso não se reapresente, poderá ser demitido do serviço público.
Eduardo estava afastado das funções na PF para exercer o mandato na Câmara dos Deputados.
No entanto, em 18 de dezembro de 2025, ele perdeu o cargo de deputado após ultrapassar o limite de ausências previsto na Constituição.
Ao longo de cerca de dez meses, o parlamentar acumulou 59 faltas não justificadas em sessões deliberativas do plenário.
Durante o período em que atuou como deputado federal, Eduardo não recebia salário como escrivão da PF.
Com a perda do mandato, para voltar a ter remuneração como servidor público, ele precisa se apresentar novamente à instituição.

750, segundo dados da plataforma Glassdoor.
O salário inicial gira em torno de R$ 14 mil, podendo chegar a cerca de R$ 20 mil no topo da carreira.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no estado de Rondônia, e atuou no cargo até 2015, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.
O escrivão é o servidor responsável pela parte burocrática e organizacional da atividade policial, atuando na elaboração, organização e guarda de documentos oficiais, como boletins de ocorrência, inquéritos, depoimentos e mandados.
Também auxilia delegados e juízes na condução de processos, garantindo o cumprimento das normas legais.
Entre as atribuições do cargo estão o cumprimento de formalidades processuais, o acompanhamento de investigações, a gestão de bens e valores apreendidos, a condução de veículos oficiais, a execução de medidas de segurança interna e o desempenho de tarefas administrativas e policiais.
Eduardo Bolsonaro é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde concluiu o curso em 2008.
A Polícia Federal (PF) determinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, retorne ao cargo de escrivão na corporação.
Com o mandato de parlamentar cassado, ele não pode mais deixar de cumprir a jornada como funcionário da PF.
A decisão conta em um ato declaratório publicado na sessão do Diário Oficial da União desta sexta-feira 2, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas da PF, Licínio Nunes de Moraes Netto.
O texto determina o ‘retorno imediato’ ao cargo efetivo, dado o fim do período de afastamento para exercício de mandato eletivo.
Acrescenta que ‘a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis’.

Em 18 de dezembro, o parlamentar teve o mandato cassado por excesso de faltas; ele contabilizou 59 faltas, o que ultrapassa o limite de faltas previsto na Constituição Federal, que determina que deputados e senadores perdem o mandato se tiveram 33% de faltas nas sessões ordinárias.
Eduardo Bolsonaro ocupou o cargo de escrivão da PF entre 2010 e 2014, tendo trabalhado nos departamentos de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ), antes de tomar posse como deputado federal, segundo consta em sua biografia no site da Câmara dos Deputados.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mora nos Estados Unidos desde o início deste ano.
Eduardo se tornou réu pelo crime de coação no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra