Barco de Papel cumpre 4 mandados de busca e apreensão; de 2023 a 2024, autarquia aplicou R$ 970 mi no banco de Vorcaro A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta 6ª feira (23.
jan.
2026), no Rio de Janeiro, a operação Barco de Papel.
A ação ocorre no âmbito das investigações ligadas ao caso do Banco Master.
Em nota, a PF afirma que o objetivo é “apurar a suspeita de operações financeiras irregulares” no Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro), autarquia ligada ao governo estadual responsável pela gestão de aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Rio de Janeiro.
A suspeita é de que essas transações teriam exposto o patrimônio do Rioprevidência a risco elevado e incompatível com a finalidade do órgão.
Segundo a PF, ao todo, foram realizadas 9 operações financeiras de novembro de 2023 a julho de 2024, que estão sob investigação desde novembro de 2025.
Essas 9 transações resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões de recursos pertencentes à Rioprevidência em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
Os agentes cumprem 4 mandados de busca e apreensão, todos na capital carioca.
As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
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publicidade Além da PF, as investigações contaram com a colaboração da SPREV/MPS (Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social), que elaborou o relatório de auditoria fiscal, dando impulso à apuração do caso.
De acordo com a PF, estão sendo apurados crimes contra o SFN (Sistema Financeiro Nacional), como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública em erro e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.
BANCO MASTER E REGIMES DE PREVIDÊNCIA Segundo reportagem do Poder360, 18 RPPS (Regimes Próprios de Previdência Social) de Estados e municípios aplicaram ao todo R$ 1,867 bilhão em letras financeiras emitidas pelo Master de outubro de 2023 a dezembro de 2024.
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Esses ativos (letras financeiras) não contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o que aumenta o risco, especialmente em situações de liquidação bancária.
As aplicações estão em consulta pública no CadPrev (Sistema de Informações dos Regimes Próprios de Previdência Social).
O Rioprevidência é o líder entre os RPPS que mais aplicaram no Master.
Seguido dele, está o Amprev (Amapá Previdência), do Amapá, com R$ 400 milhões e o regime de Maceió (AL), com R$ 97 milhões.
A liquidação do Banco Master A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC (Banco Central) em 18 de novembro, acendeu o alerta para possíveis perdas desses recursos.
Especialistas apontam problemas de governança.
Os regimes próprios deveriam priorizar segurança e liquidez nas aplicações, o que contrasta com a concentração relevante em ativos de risco junto ao Banco Master.

Brasília O esquema de fraudes de Daniel Vorcaro arrastou para o centro da crise do Banco Master o governador do Rio, Cláudio Castro, após a operação Barco de Papel, da Polícia Federal, que apura suspeitas de irregularidades no fundo de previdência dos servidores do estado, o Rioprevidência.

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Castro, no mínimo, deve explicações por ter mantido no cargo o presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, um dos alvos das investigações e exonerado somente nesta sexta (23) após a operação.
Ele está fora do país.
Antunes esteve no cargo no período da aplicação de R$ 970 milhões do Rioprevidência em letras financeiras do Master, papéis emitidos por bancos que não contam com garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, durante entrevista para a Folha - Eduardo Anizelli - 6.
abr.
23/Folhapress Os indícios de irregularidades já estavam estampados nas páginas dos jornais muito antes da operação.
As suspeitas foram citadas por investigadores na primeira fase da operação Compliance Zero, que prendeu Vorca