Pessoas que ajudaram dono de carro de luxo a fugir podem responder por crime, diz polícia

Waldecir José de Lima, passou por audiência de custódia pela Vara das Garantias de Palmas, e foi encaminhado para a unidade penal de Palmas. Ele é investigado pelo assassinato do vigia Dhemis Augusto Santos.


  • Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, investigado por matar a tiros o vigia Dhemis Augusto Santos, contava com o apoio de familiares para se manter foragido.

  • Segundo a polícia, parentes e amigos podem ser responsabilizados por auxiliar na fuga e no esconderijo do suspeito, podendo responder pelo crime de favorecimento pessoal.

  • De acordo com as investigações, devido à rede de apoio, ele fugiu do Tocantins e passou por Goiânia (GO), Trindade (GO) e Anápolis (GO), com ajuda financeira de amigos e familiares.

  • A suspeita da polícia é de que Waldecir José tenha voltado a Palmas para o aniversário do filho.

Suspeito de matar vigia é preso após ficar mais de três meses foragido

Suspeito de matar vigia é preso após ficar mais de três meses foragido

Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, investigado por matar a tiros o vigia Dhemis Augusto Santos, contava com o apoio de familiares e amigos para se manter foragido. Segundo a Polícia Civil, as pessoas que o ajudaram na fuga podem ser responsabilizadas criminalmente pelo crime de favorecimento pessoal.

O vigia foi morto no dia 29 de novembro de 2025, em um shopping de Palmas. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Waldecir atirou contra o trabalhador, durante uma discussão, ao ter sido repreendido por estacionar seu carro de luxo em um local irregular.

De acordo com as investigações, devido à rede de apoio, Waldecir fugiu do Tocantins e passou por Goiânia (GO), Trindade (GO) e Anápolis (GO). A suspeita da polícia é de que ele tenha voltado a Palmas para o aniversário do filho.

Sim, podem sim. Inclusive estamos apurando tudo isso, existe no Código Penal um crime específico para isso, que é o crime de favorecimento pessoal. No entanto, é preciso apurar porque a maioria desta rede de apoio foi dos familiares, e o próprio código isenta alguns destes familiares nessa situação, mas a principal nossa era encontrá-lo”, explicou o delegado Israel Andrade responsável pelas investigações.

Conforme o Código Penal, estão isentos de responder pelo crime de favorecimento pessoal os ascendentes, descendentes, cônjuge ou irmãos.

O investigado foi preso na casa da sogra enquanto tentava se esconder embaixo da cama do filho.

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Audiência de custódia

Waldecir José passou pela audiência de custódia na manhã desta terça-feira (24) na Vara das Garantias de Palmas, e foi encaminhado para a Unidade Prisional de Palmas, onde permanecerá preso durante o andamento das investigações.

A prisão preventiva dele foi decretada pela 1ª Vara Criminal da capital, que é responsável pelo caso, em novembro de 2025. Desde então, ele estava sendo procurado.

A defesa de Waldecir José informou, que a audiência teve como objetivo verificar a legalidade da prisão, a ocorrência de tortura ou maus-tratos, e que não houve mudanças no processo, além de destacar que está confiante na Justiça (veja nota na íntegra na reportagem).

Fuga com apoio familiar

Momento em que suspeito foi preso em Palmas — Foto: SSP-TO/Reprodução

Após o crime, o carro usado na fuga foi encontrado na casa de Waldecir, que fica na região central de Palmas. Por frestas no portão, os policiais viram o veículo na madrugada do dia 30 de novembro. A equipe entrou no local na tentativa de prender o suspeito em flagrante, porém a casa estava vazia. Durante a ação, foram apreendidas munições.

"Ele estava com uma rede de apoio muito grande, tendo evadido o estado, passou por outros estados, outras cidades. Devido a essa rede de apoio que ele tinha, às condições que o cercavam, tornou-se muito difícil. Toda vez que a gente chegava, ele conseguia fugir e não conseguimos prendê-lo com tanta rapidez, algumas vezes ele contava até com a sorte, em que, quando chegávamos no local, falavam que ele já tinha saído há um dia ou uma semana", explicou o delegado.

Mesmo foragido, ele chegou a contratar um advogado, que indicou à polícia o local onde estava a arma usada no crime, em um endereço no centro da capital. Apesar disso, o suspeito não se apresentou às autoridades.

Posteriormente, durante o período de fuga, o motorista trocou de advogado.

Íntegra da nota de defesa do motorista

Hoje realizada a audiência de custódia que tem por objetivo único apresentar rapidamente (em até 24 horas) uma pessoa presa em flagrante a um juiz, com o objetivo de verificar a legalidade da prisão, a ocorrência de tortura ou maus-tratos. No mais, nada foi acrescentado.

O juízo das garantias fundamentais não é cenário pra discutir a prisão decretada. Isso será feito junto ao juízo Criminal que decretou a prisão. A Defesa está confiante na justiça.

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