'Permaneça em casa e fique longe de janelas': comissário cearense relata clima em Dubai após ataque iraniano
A cidade enfrenta rotina alterada e tem espaço aéreo fechado após ataques iranianos a bases dos Eatados Unidos no Golfo Pérsico.
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Moradores de Dubai foram orientados a "permanecer em casa" e "manter distância de janelas" por risco de estilhaços, após ataques iranianos.
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Serviços de delivery foram suspensos, e o governo pediu para evitar pontos turísticos, apesar de shoppings e escolas continuarem abertos.
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Um comissário cearense da Emirates está há 6 dias sem trabalhar devido a voos cancelados e restrições aéreas.
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A Emirates suspendeu voos para Dubai até 7 de março, realizando apenas operações de repatriação e carga.
O fechamento do espaço aéreo e a suspensão de voos mudaram a rotina de quem vive em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após a escalada de tensão no Oriente Médio. Entre os afetados está um comissário cearense da Emirates, Eduardo Aquino, que relata ter recebido alertas do governo para permanecer em casa e evitar áreas turísticas.
➡️ Entenda: No sábado (28), bases militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico foram alvos de ataques do Irã, em resposta a bombardeios coordenados por estadunidenses e israelenses contra Teerã e outras cidades iranianas, segundo a agência iraniana Fars. Houve relatos de explosões e sirenes de alerta no Catar, no Kuwait, no Bahrein, na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
INFOGRÁFICO - Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação. — Foto: Arte/g1
Segundo Eduardo, o governo dos Emirados Árabes Unidos orientou que moradores evitassem sair de casa, a não ser em caso de necessidade. A recomendação também incluiu manter distância de janelas devido ao risco de estilhaços provocados por ondas de impacto das interceptações.
Alerta do governo do Emirados Árabes Unidos diz: "Devido à situação atual, há uma possível ameaça de mísseis. Procure abrigo imediato no prédio seguro mais próximo e mantenha-se afastado de janelas, portas e áreas abertas. Aguarde novas instruções". — Foto: Arquivo pessoal
O cearense relata que alguns estabelecimentos suspenderam temporariamente as atividades, como serviços de delivery de comida, em razão de recomendações do governo para evitar circulação nas ruas. Já shoppings, escolas e outros espaços seguem funcionando normalmente.
Embora muitos locais sigam abertos, o governo orientou que moradores evitassem pontos turísticos e áreas centrais.
“Os lugares continuam operando, mas eles falaram para evitar lugares que são, digamos, pontos turísticos. Mas até onde eu sei, esses lugares estão funcionando normalmente", pontuou.
Uma imagem de satélite do Porto de Jebel Ali com fumaça devido a destroços de um míssil interceptado, em Dubai, Emirados Árabes Unidos, em 1º de março de 2026. — Foto: Planet Labs PBC/Handout via REUTERS
Seis dias sem voar
Com o espaço aéreo ainda sob restrições, tripulantes aguardam uma definição sobre a retomada total das operações. Eduardo Aquino inha escala de trabalho prevista para dois voos que foram cancelados e, desde então, está há 6 dias sem trabalhar.
Segundo ele, a companhia aérea divulga atualizações diárias, acompanhando os desdobramentos da situação. Entre amigos e colegas, Eduardo afirma que o clima é dividido entre confiança na estabilidade da cidade e receio de aumento dos ataques.
"Meu grupo de amigos está meio dividido: alguns acreditam que, por a gente viver numa bolha, estamos protegidos, e outros já estão com bastante medo de que isso possa escalar", declara.
Em nota publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (4), a Emirates informou que todos os voos de ida e volta para Dubai permanecem suspensos até 7 de março, devido ao fechamento do espaço aéreo na região.
A companhia afirmou que mantém apenas um número limitado de voos de repatriação e operações cargueiras. A empresa orienta que passageiros não se dirijam ao aeroporto sem confirmação direta da companhia ou sem reserva confirmada.
Ainda segundo a Emirates, as atualizações serão divulgadas diariamente no site oficial da empresa e a retomada completa das operações depende da reabertura total do espaço aéreo.
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