Oscar 2026: atriz Alice Carvalho usa vestido de fibras cultivadas na Amazônia

Fibras de juta e malva amazônica são produzidas por diversas famílias nos estados do Amazonas e do Pará, sem uso de agrotóxicos e pesticidas e com irrigação natural dos rios e igarapés da região.


  • A atriz Alice Carvalho desfilou no tapete vermelho do Oscar 2026 um vestido confeccionado com fibras naturais cultivadas nos estados do Amazonas e do Pará.

  • A peça combina técnicas de alfaiataria na parte superior com uma saia de cauda sereia. O tecido é feito a partir de uma mistura de juta e malva amazônica.

  • Segundo o estilista Marco Normando, o cultivo ocorre sem uso de agrotóxicos ou pesticidas, com irrigação natural proveniente dos rios e igarapés da região.

  • A atriz também exibiu um broche que faz referência a Abya Yala, nome dado ao continente americano pelo povo Kuna, originário do Panamá.

Atores de 'O Agente Secreto' chegam ao tapete vermelho do Oscar®; veja entrevista

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A atriz Alice Carvalho desfilou no tapete vermelho do Oscar 2026 um vestido confeccionado com fibras naturais cultivadas na região amazônica, idealizado pela figurinista Jaiara Fontes e produzido pelo estilista paraense Marco Normando.

Alice interpreta a professora universitária Fátima no filme O Agente Secreto. A obra dirigida por Kleber Mendonça Filho concorre a melhor filme, melhor ator com Wagner Moura, melhor filme internacional e a melhor seleção de elenco.

A peça usada pela atriz neste domingo (15) foi desenvolvida especialmente para a premiação e combina técnicas de alfaiataria na parte superior com uma saia de cauda sereia. O tecido é feito a partir de uma mistura de juta e malva amazônica, fibras cultivadas por famílias nos estados do Amazonas e do Pará.

Alice Carvalho no tapete vermelho do Oscar 2026 — Foto: Frederic J. Brown / AFP

Segundo o estilista Normando, o cultivo ocorre sem uso de agrotóxicos ou pesticidas, com irrigação natural proveniente dos rios e igarapés da região. As fibras são tecidas na cidade paraense de Castanhal. "O processo é sustentável e 100% orgânico e da Amazônia brasileira", disse Normando no Instagram.

O estilista de Belém cria coleções que incorporam referências culturais da região e matérias-primas sustentáveis da floresta, como o látex amazônico - que substitui o couro animal - e a jarina, uma semente da floresta que é esculpida.

Além do vestido, Alice usou joias das coleções Abismo e Ciranda. O destaque do look é um broche que faz referência a Abya Yala, nome dado ao continente americano pelo povo Kuna, originário do Panamá, que significa “terra que floresce”, “terra viva” ou “terra madura”.

Em entrevista à GloboNews, Alice afirmou que o acessório simboliza uma “conexão com o povo nativo brasileiro”.

Uma bolsa assinada por Jay Boggo completa o look. A peça, que tem uma face feminina dourada e é uma homenagem às mulheres do cinema, foi produzida com impressão 3D e resíduos plásticos reaproveitados.