Jovem do povo Xerente morreu no último domingo (9) após quatro dias internada na capital — Foto: Reprodução/Instagram de Mídia Indígena Akwe

A Polícia Civil segue com a investigação sobre a morte da indígena Vanusa Smikadi Xerente, de 16 anos. As autoridades buscam esclarecer se a adolescente foi agredida antes de ser internada e falecer no Hospital Geral de Palmas (HGP).

Vanusa estava grávida e perdeu o bebê. A 69ª Delegacia de Polícia de Tocantínia instaurou um inquérito e aguarda a conclusão de laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML).

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Como começou a investigação?

O inquérito foi instaurado após a Polícia Civil receber informações sobre possíveis violências anteriores à internação. Vanusa deu entrada no Hospital Regional de Miracema, recebeu suporte médico e, com o agravamento do estado e a confirmação da perda gestacional no dia 4, foi transferida ao HGP, onde morreu no domingo (9).

O que diz a Secretaria da Saúde sobre o atendimento?

A Secretaria da Saúde destacou que detalhes de prontuários só podem ser repassados aos familiares, conforme sigilo e normas de proteção de dados. A pasta informou que o atendimento seguiu as diretrizes da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).

Qual é o ponto chave da investigação?

O laudo pericial do IML de Palmas é uma das peças centrais da investigação. O corpo de Vanusa foi submetido a necropsia na segunda-feira (9). A Polícia Civil informou que novas atualizações sobre o caso só serão divulgadas após a conclusão das análises técnicas.

O exame de necropsia pode comprovar a relação causal entre eventuais agressões, a perda gestacional e o óbito.

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