Neto que viajou mais de 600 km para matar avô no PR e roubar ouro usou capuz para não ser reconhecido pela vítima
Câmeras de segurança mostram neto disfarçado durante o crime em bar. Ele foi preso horas depois.
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Jovem de 18 anos suspeito de matar o próprio avô durante um assalto em Ubiratã, no oeste do Paraná, usou um capuz para não ser reconhecido pelo idoso, segundo a Polícia Civil.
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Neto escolheu o próprio avô como alvo por saber que ele guardava ouro e por conhecer a rotina da vítima, segundo a polícia.
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Os dois saíram de Joinville, em Santa Catarina, e percorreram cerca de 670 quilômetros até o Paraná. O crime aconteceu na quarta-feira (25), em um bar que pertencia ao avô.
Neto é preso por suspeita de matar o avô em Ubiratã
O jovem de 18 anos suspeito de matar o próprio avô durante um assalto em Ubiratã, no oeste do Paraná, usou um capuz para não ser reconhecido pelo idoso, segundo a Polícia Civil.
Imagens de câmeras de segurança mostram o neto e um amigo, comparsa no assassinato, chegando ao local do crime e confirmam o uso do disfarce. Assista acima.
A polícia afirma que a estratégia foi usada para evitar que o avô o identificasse. Com base nos vídeos, foi possível identificar o modelo e a placa do carro utilizado na fuga e realizar a prisão dos suspeitos.
A identidade deles não foi divulgada.
De acordo com a investigação, os dois saíram de Joinville, em Santa Catarina, e percorreram cerca de 670 quilômetros até o Paraná. O crime aconteceu na quarta-feira (25), em um bar que pertencia ao avô.
A vítima, Alceu Slivinski, de 66 anos, foi baleada e morreu no local. Segundo a polícia, ele tentou correr para dentro do imóvel, mas foi atingido por quatro disparos.
Neto tentou se disfarçar para não ser reconhecido — Foto: Polícia Civil do Paraná
“O neto e o comparsa estavam precisando levantar dinheiro para cobrir dívidas que possuíam”, disse o delegado André Dzindzik.
Ainda segundo o delegado, o jovem escolheu o próprio avô como alvo por saber que ele guardava ouro e por conhecer a rotina da vítima.
“O neto tinha conhecimento de que o avô possuía ouro em quantidade expressiva e de que seria um alvo mais fácil”, afirmou.
Após os disparos, joias como corrente, pulseira e anéis foram arrancadas da vítima com violência, causando lesões, principalmente no pescoço. O valor dos itens levados passa de R$ 110 mil, de acordo com a polícia.
Horas depois, os dois suspeitos foram presos na BR-277, em Cascavel. Em depoimento, o neto confessou a participação no crime.
A polícia informou que o amigo teria recebido a promessa de R$ 4 mil para ajudar na ação.
No carro, foram apreendidos 184 gramas de ouro, que seriam da vítima, além da arma usada no crime.
Os dois devem responder por latrocínio, que roubo seguido de morte.
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