MP abre inquérito para apurar corte de mais de 95% em verbas para prevenção de chuvas em MG

Representação cita queda nos investimentos entre 2023 e 2026 e relaciona falta de recursos a impactos de chuvas na Zona da Mata. g1 entrou em contato com governo do estado, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.


  • O MP abriu um inquérito para investigar a redução de mais de 95% nos investimentos destinados à prevenção e ao combate a desastres provocados por chuvas.

  • A denúncia, protocolada por parlamentares de oposição, questiona o bloqueio e a não execução de verbas autorizadas.

  • A representação foi protocolada em meio aos impactos recentes das chuvas na Zona da Mata mineira. Ao todo, 72 pessoas morreram na tragédia.

  • O procedimento investiga a possível falta de investimentos e o destino de recursos estaduais e de emendas enviados a Juiz de Fora desde 23 de fevereiro de 2026.

Governo de MG reduziu gastos contra impactos das chuvas

Governo de MG reduziu gastos contra impactos das chuvas

O Ministério Público de Minas Gerais abriu um inquérito para investigar a redução de mais de 95% nos investimentos destinados à prevenção e ao combate a desastres provocados por chuvas entre 2023 e 2026 no estado.

O g1 procurou o governo de Minas, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A investigação foi aberta após denúncia protocolada por parlamentares da oposição. O documento questiona o bloqueio e a não execução de verbas já autorizadas, mesmo diante da recorrência de períodos chuvosos no estado.

O texto usou como base reportagens veiculadas pela imprensa que, por meio de dados públicos disponíveis no Portal da Transparência, constataram a redução da verba para o programa “Suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas”.

72 mortos em Juiz de Fora

Terminam as buscas pelos desaparecidos na chuva em Juiz de Fora

Terminam as buscas pelos desaparecidos na chuva em Juiz de Fora

A representação foi protocolada em meio aos impactos recentes das chuvas na Zona da Mata mineira. Ao todo, 72 pessoas morreram na tragédia.

O procedimento investiga a possível falta de investimentos e o destino de recursos estaduais e de emendas parlamentares enviados a Juiz de Fora desde 23 de fevereiro de 2026.

Outras apurações foram instauradas envolvendo obras e intervenções na cidade. Um dos inquéritos trata da Escola Estadual Mariano Procópio, onde o Corpo de Bombeiros identificou que salas recém-construídas não possuem vigas ou pilares de sustentação. O problema teria causado a inclinação de paredes e levou à interdição do prédio.

Há também um procedimento que acompanha a contratação de estudos geológicos e projetos de engenharia para contenção de encostas na Escola Estadual Maria das Dores de Souza.

O Ministério Público também informou que participa das reuniões do gabinete de crise criado para enfrentar a situação em Juiz de Fora. A atuação tem como objetivo acompanhar a aplicação dos recursos destinados ao município por todas as esferas de poder e verificar possíveis falhas na gestão.

Parte da Estrada Engenheiro Gentil Forn levada pela chuva em Juiz de Fora (foto ilustrativa) — Foto: TV Integração