Morre o autor Manoel Carlos, aos 92 anos
Autor fazia tratamento contra a Doença de Parkinson.
Estevam Avellar / TV Globo/Divulgação
Morreu neste sábado (10), o autor Manoel Carlos, o Maneco, aos 92 anos, no Rio de Janeiro.
A morte foi confirmada pela família, mas a causa não foi divulgada.
Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde fazia tratamento contra a doença de Parkinson, conforme o g1.
O velório será "restrito à família e amigos íntimos", segundo nota divulgada pela produtora Boa Palavra, criada para preservar o legado de Maneco.
"A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado", diz o texto.
A trajetória
O paulista Manoel Carlos Gonçalves de Almeida nasceu em 14 de março de 1933.
De acordo com o portal Memória Globo, o primeiro emprego de Maneco foi aos 14 anos, como auxiliar de escritório.
O mundo do teatro, porém, nunca ficou longe: naquela época, ele já fazia parte de um grupo de jovens que se encontrava na Biblioteca Municipal de São Paulo para ler e debater sobre literatura e teatro.
Aos 17 anos, teve o primeiro papel como ator, na TV Tupi paulista.
Um ano depois, recebeu prêmio de ator revelação e fez sua estreia como produtor e diretor.
Ainda segundo o Memória Globo, Manoel Carlos passou por TV Record, TV Itacolomi (de Belo Horizonte), TV Rio e TV Tupi (do Rio de Janeiro).
Também teve passagens pelo Jornal do Commercio, em Recife, e pela TV Excelsior.
Na TV Rio, fez parte da redação e da direção do programa Chico Anysio Show.
Manoel Carlos também participou do grupo responsável por criar, escrever e produzir programas para a Record, como Hebe Camargo, O Fino da Bossa e Família Trapo.
Manoel Carlos teve o primeiro papel como ator na TV Tupi paulista, aos 17 anos.
Divulgação / Divulgação

Em 1978, já com experiência em adaptações para a televisão, transformou em novela o romance Maria Dusá, com o título de Maria, Maria.
Essa foi a primeira telenovela de Manoel Carlos na Globo.
Para além das Helenas, as novelas de Manoel Carlos ficaram conhecidas por terem a cidade do Rio como cenário e explorarem conflitos familiares.
— Situo as minhas novelas no Rio de Janeiro.
Faço coisas muito fortes, sob um céu muito azul.
As tragédias e os dramas acontecem, mas o dia está lindo.
A praia e o espírito carioca dão uma coloração rosa ao contexto cinzento.
E o público acaba absorvendo as tramas de uma maneira mais leve — afirmou ao Memória Globo.
As "Helenas" Maneco escreveu ao todo 13 novelas.
Uma das marcas registradas foi o uso do nome Helena para batizar as protagonistas.
O autor utilizou esse recurso em nove produções.
O ciclo foi iniciado com Lilian Lemmertz em Baila Comigo (1981) e se encerrou com sua filha, a atriz Julia Lemmertz, na obra Em Família (2014).
Ao todo, sete artistas se consagraram na teledramaturgia como as Helenas de Maneco.
Entre elas, Regina Duarte ocupou o posto três vezes, em obras distintas — História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006).
Veja a lista: Lilian Lemmertz - Baila Comigo (1981) - Baila Comigo (1981) Maitê Proença - Felicidade (1991 - 1992) - Felicidade (1991 - 1992) Regina Duarte - História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006)


A morte de Manoel Car