Manoel Carlos, um dos mais conhecidos autores de novela do Brasil, morreu neste sábado, 10, aos 92 anos de idade.
A informação foi confirmada pela produtora da família, a Boa Palavra.
O autor Manoel Carlos, fotografado em 2000 Foto: Andre Lobo/Estadão PUBLICIDADE “O velório será fechado e restrito à família e amigos íntimos.
A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, consta em comunicado.
A causa da morte não foi divulgada, mas o autor enfrentava diversos problemas de saúde ao longo dos últimos anos, incluindo a doença de Parkinson.
Em janeiro de 2025, apresentou comprometimento motor e cognitivo.
Cerca de seis meses depois, em julho, a família anunciou que Manoel Carlos estava “sob cuidados médicos” e “acompanhado de perto” pela família.
Cerca de um mês antes de sua morte, a filha do autor, Júlia Almeida, comentou a respeito do estado de seu estado de saúde ao Estadão: “Meu pai tem doença de Parkinson em estágio avançado.
Está fragilizado, com interação e mobilidade reduzidas.
Recebe acompanhamento médico e de enfermagem 24 horas, além do cuidado e do carinho da minha mãe, Elisabety, de amigos íntimos e da nossa família.
” Publicidade

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Quem foi Manoel Carlos Um dos pioneiros da televisão brasileira, Manoel Carlos iniciou sua carreira como ator na década de 1950, quando fez parte no Grande Teatro Tupi, na extinta TV Tupi, onde atuou com grandes nomes, entre eles, Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, Sérgio Britto, Fernando Torres, e Flávio Rangel.
Além de atuar, Maneco, como era chamado pela família e amigos, adaptava peças de teatro para a televisão, os chamados teleteatros.
Certa vez, em entrevista a Jô Soares, Maneco afirmou que não era um ator “brilhante”, mas que também não chegava a ser “péssimo”.
“Como eu que adaptava (as obras), sempre escrevia um papel para mim”, disse.
Nos anos 1960, foi contratado pela TV Excelsior onde criou o programa Bibi 60, conduzido pela atriz Bibi Ferreira, onde ficou até 1963.
Em seguida, na TV Record, formou, ao lado de Nilton Travesso, Tuta de Carvalho e Raul Duarte, a Equipe A.
Eles eram responsáveis por produzir e dirigir programas que entraram para história da televisão brasileira, como o humorístico A Família Trapo, a competição musical Esta Noite se Improvisa e musical O Fino da Bossa, com Elis Regina e Jair Rodrigues no comando.
Trabalhou ainda com Jô Soares, Hebe Camargo e Ronnie Von.
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Publicidade Com o declínio da TV Record e o esvaziamento dos festivais de música brasileira, Maneco se transferiu para a TV Globo e a participou da criação do semanal Fantástico, ao lado de profissionais como Nilton Travesso, Armando Nogueira, Daniel Filho e Alice-Maria.
Autor de novelas Manoel Carlos, em 2016 Foto: Otavio Magalhaes/AE Em 1978, Manoel Carlos deu início ao ofício que o consagraria.
Passou a ser autor de telenovelas diárias.
A estreia foi com Maria, Maria, baseada no romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha.
Com ares de superprodução, a trama fez sucesso no horário das seis da tarde.
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Quatro meses após o término de Maria, Maria, outra adaptação de Maneco entrou no ar, também no horário das seis.
A Sucessora, uma adaptação do romance homônimo de Carolina Nabuco.
A protagonista foi a atriz Susana Vieira, que interpretou Marina, uma moça simples que se casa com o milionário Roberto Steen, personagem de Rubens de Falco.
No fim dos anos 1970, Maneco fez parte da equipe de roteiristas do seriado Malu Mulher, um marco na teledramaturgia brasileira ao abordar questões como feminismo, divórcio, aborto, violência doméstica, orgasmo, entre outros.
A série foi estrelada pela atriz Regina Duarte, que, posteriormente, protagonizou três novelas do autor, História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006).
Publicidade A primeira Helena de Manoel Carlos Depois de colaborar com Gilberto Braga em Água Viva (1980), Maneco estreou, no ano seguinte, Baila Comigo, novela na qual começa sua saga com as protagonistas d