Ler resumo Apesar do AVC, Ieda continuava alegre e carismática segundo pessoas próximas.
Jefferson Botega / Agencia RBS — Não quero chorar a morte da minha mãe, quero sorrir pela vida dela — destaca Rafael Vargas Athanasio, filho da primeira brasileira a vencer o Miss Universo, Ieda Maria Vargas, que morreu aos 80 anos, nesta segunda-feira (22), em Gramado.
Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Arcanjo São Miguel.
A informação da morte foi confirmada pela filha, Fernanda Vargas.
Nascida em Porto Alegre, em 31 de dezembro de 1944, tornou-se um ícone da beleza brasileira ao conquistar os títulos de Miss Brasil e Miss Universo em 1963.
Ela alcançou a coroa de Miss Universo aos 18 anos, em Miami Beach, nos Estados Unidos.
Depois, viveu por um período na cidade norte-americana e, em 1968, casou-se com José Carlos Athanázio, com quem teve dois filhos, Rafael e Fernanda.
Depois disso, retornou a Porto Alegre e optou por uma vida reservada, sem seguir carreira artística, participando apenas de alguns eventos nacionais e internacionais como convidada especial.

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Ieda venceu o Miss Universo em 1963.
Banco de Dados / Agencia RBS Aos 55 anos, sofreu um AVC, que comprometeu a memória e a fala, mas conseguiu se recuperar.
Após ficar viúva em 2009, mudou-se para Gramado.
Para o filho Rafael, apesar da dor da perda, o momento é de pensar nos momentos felizes em que viveram juntos.
— Foram 55 anos ótimos e sou muito grato com todo o tempo que passei com ela.
Agora é um momento muito triste da minha vida, mas apesar da dor no fundo da alma, prefiro pensar na sorte e na felicidade que tive em viver a minha vida com ela.
Vai ser um Natal estranho, mas prefiro sorrir pela vida que ela teve e tudo que me proporcionou — desabafou o filho.
"Nos despedimos de uma grande mulher, de uma dama"
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Segundo o jornalista João Pulita, que encontrou Ieda em diversos eventos na Serra, a miss gostava muito de falar sobre flores e seu amor pela cultura gaúcha.
— Era reservada para discorrer sobre sua representação magnífica com o título de Miss Universo, mas gostava de falar das flores dos jardins de Gramado e de seu amor pela cultura do Rio Grande do Sul.
Nos despedimos de uma grande mulher, de uma dama.
O RS deve estar triste demais — disse Pulita.
Já a jornalista e fotógrafa Liane Neves, de 67 anos, conheceu Ieda ainda criança, quando ganhou a boneca que representava a miss.
— Lembro que quando ela ganhou, foi algo super celebrado.
Ela era um ícone.
Além disso, eu e minha irmã ganhamos a boneca Miss Universo (lançada pela "Estrela" em 1963) que representava a Ieda nos trajes de gala e de gaúcho (que usou no desfile que a consagrou) — relembrou Liane.
Mas foi só na vida adulta que Liane teve um contato mais próximo com a miss.
Nos anos 1990, produziu algumas fotos de Ieda no evento da Ilha de Caras (Angra dos Reis, RJ), que reuniu outras misses brasileiras, porém, em 2013, teve a oportunidade de conhecê-la ainda mais, durante a exposição em sua homenagem, no hotel Casa da Montanha, em Gramado.
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— Quando a reencontrei em Gramado, ela lembrou de mim e me deu um abraço.
Fiz algumas fotos dela para a Revista Caras e, apesar das sequelas do AVC, ela seguia uma mulher muito linda, simpática e carismática — contou a fotógrafa.

Ieda conquistou o primeiro lugar no Miss de Universo de 1963 Gaúcha de Porto Alegre representou o Brasil no Miss Universo de 1963, realizado em Miami, nos Estados Unidos Morreu nesta segunda-feira (22), em Gramado (RS), a gaúcha Ieda Maria Vargas, aos 80 anos.
Nascida em Porto Alegre (RS) no dia 31 de dezembro de 1944, foi a primeira brasileira a conquistar o título de Miss Universo.
Ieda estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Arcanjo São Miguel.
A morte foi confirmada pela filha Fernanda Vargas nas redes sociais.
A trajetória de Ieda rumo ao estrelato internacional começou precocemente em 1962, quando, aos 17 anos, foi eleita Rainha das Piscinas do Rio Grande d