Jornalista com 25 anos de experiência em cobertura cultural.
No Estado de Minas, repórter de Cultura.
Graduada em Jornalismo pela Puc-Minas e pós-graduada em Produção e Projetos Culturais pelo IEC-Puc Minas.
Da vida o espelho verdadeiro, como pregou o samba da Vila Isabel, Teuda Bara foi o teatro até o final.
A atriz, que completaria 85 anos em 1º de janeiro, morreu hoje (25/12), no Hospital Madre Teresa.
Ela estava internada desde 14 de dezembro, quando passou mal em casa e sofreu uma fratura na perna.
A causa da morte foi septicemia com falência múltipla dos órgãos.
Em sua conta no Instagram, o Grupo Galpão fez o comunicado.
"A partida de Teuda representa uma perda imensurável para o Grupo Galpão, o teatro brasileiro e todos que tiveram o privilégio de conviver com ela.
Ao mesmo tempo, fica a profunda gratidão pela alegria, pela força e pela luz raríssima que Teuda espalhou ao longo de tantos anos de vida e criação.
Dividir o caminho com ela foi um presente — um exercício diário de amor, generosidade e coragem artística.
"

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O velório da atriz será realizado nesta sexta (26/12), a partir das 10h, no Palácio das Artes.
Teuda esteve no palco até 13 de dezembro, quando apresentou, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium o espetáculo "Doida".
A sessão comemorou os 10 anos da peça, que encenou ao lado do filho caçula, Admar Fernandes.
No dia 14 deste mês ela faria uma segunda apresentação, cancelada porque a atriz passou mal.
No dia 9/12 ela recebeu, da Câmara Municipal de Belo Horizonte, o grande colar do mérito legislativo, que reconhece personalidades notáveis para a história da capital mineira.
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Coração do Grupo Galpão, que cofundou em 1982, deixou uma série de grandes personagens, o mais célebre deles a ama de “Romeu e Julieta”.
Transitou da comédia ao circo, do clássico ao contemporâneo, com forte comunicação com o público.
Participou de 21 dos 26 espetáculos da trupe mineira.
Com o Galpão, seu último espetáculo foi “Cabaré Coragem”.
A belo-horizontina Teuda Bara, de 84 anos, nasceu Teuda Magalhães Fernandes.
Foi atriz, trabalhou em teatro, cinema e televisão e, ainda, foi uma das fundadoras do Grupo Galpão.
Luiza Palhares/Divulgação Desde o início da companhia mineira, em 1981, Teuda atuou na maioria dos espetáculos.
Neste ano, a peça "Doida" (foto), na qual a atriz divide a cena com o filho Admar Fernandes, completou 10 anos.
Fernanda Abdo/Divulgacao.
Em 1987, Teuda Bara foi uma das integrantes do Grupo Galpão a participar da intervenção artística "Queremos praia", realizada pelo coletivo no centro de BH, em prol da ocupação da cidade.
Eugenio Sávio/Reprodução No início dos anos 2000, a atriz foi convidada pelo diretor Robert Lepage para participar do espetáculo "K.
Á.
", do Cirque du Soleil.
Na época, ela saiu do Brasil e viveu entre Montreal, no Canadá, e Las Vegas, nos EUA, cidade onde era apresentado o show.
Rafa Marques/Reprodução Teuda também fez diversos filmes.
A atriz participou do longa "O palhaço" (2011), dirigido e protagonizado por Selton Mello, interpretando a Dona Zaira, integrante da trupe do Circo Esperança.
Imagem Filmes/Divulgacao Em outubro de 2011,Teuda Bara e Selton Mello estiveram presentes na pré-estreia de "O palhaço", no Pátio Savassi, em Belo Horizonte.
Eugenio Gurgel/ Esp EM/D.
A.
Press.
Teuda Bara ainda participou dos filmes "As duas Irenes" (foto), de Fábio Meira, que representou o Brasil no Festival de Berlim em 2017, além de "La playa D.
C", de Juan Andrés Arango, "Órfãs da rainha", de Elza Cataldo, e "Ângela", da cineasta mineira Marília Nogueira.
Vitrine Filmes/Divulgacao Na televisão, Teuda participou da novela da TV Globo "Meu pedacinho de chão" (2014), de Luiz Fernando Carvalho, interpretando a personagem Mãe Benta.
Além disso, fez parte da série "A vila", com o humorista Paulo Gustavo (1978-2021).
Renato Rocha Miranda/TV Globo - A atriz foi homenageada com dois painéis em Belo Horizonte.
A primeira vez, em 2017, veio em comemoração aos 120 anos da capital mineira.
O desenho foi apag