Justificativa é a necessidade de garantir a segurança e a disciplina O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou na manhã desta quarta-feira (31) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber seu sogro, Vicente Reinaldo, no hospital privado DF Star, em Brasília, onde está internado desde a véspera de Natal para realização de procedimentos cirúrgicos.
O pedido de visita do pai de Michelle Bolsonaro foi apresentado ao STF nesta terça-feira (30).
Na última semana, o ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenar a trama da tentativa de golpe de Estado.
Na decisão publicada nesta manhã, o ministro justificou por que o apenado não pode receber visitas extras, mesmo estando em um hospital, e não em uma unidade prisional, o que gera um regime excepcional de custódia.
O motivo é a “necessidade de garantir a segurança e a disciplina”.

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“No caso concreto, o apenado encontra-se internado em unidade hospitalar, circunstância que impõe regime excepcional de custódia, distinto daquele existente no estabelecimento prisional, submetido às normas próprias do ambiente hospitalar e às orientações médicas.
Dessa forma, diante das circunstâncias excepcionais da internação hospitalar, da necessidade de garantir a segurança e a disciplina, indefiro o pedido formulado.
” Internado no Hospital DF Star desde a quarta-feira da semana passada, o ex-presidente passou por cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e, também, realizou outros três procedimentos para tentar conter crises persistentes de soluços, por meio do bloqueio do nervo frênico – responsável pelo controle do diafragma, músculo que atua na respiração.
Visitas autorizadas Em decisão de 24 de dezembro, o ministro Moraes já autorizava a internação e as visitas de todos os cinco filhos do ex-presidente, desde que observadas as regras gerais estabelecidas pelo Hospital DF Star para todos os pacientes e com a proibição expressa de ingresso no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos.
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O ministro também autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça no hospital como acompanhante de Jair Bolsonaro durante todo o período de internação, para recuperação cirúrgica do cônjuge.
O último boletim médico, no início da noite de terça, não cita previsão de alta do ex-presidente, que segue em cuidados pós-operatórios.

Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, e passou por procedimentos cirúrgicos A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo pedido para prisão domiciliar para o ex-chefe do Executivo, nesta quarta-feira (31), ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Bolsonaro está internado no DF Star, em Brasília, após passar por procedimentos cirúrgicos.
Segundo os médicos, a previsão de alta do ex-presidente está mantida para esta quinta-feira (1º).

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No pedido, a defesa alega que as condições de saúde do ex-presidente podem ser agravadas no cumprimento do regime fechado.
A solicitação será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo os advogados, o pedido foi submetido antes da alta hospitalar prevista para evitar o retorno de Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal, "em condições clínicas claramente incompatíveis com a rotina carcerária, os deslocamentos e as limitações estruturais inerentes a tal ambiente".
"A permanência desse paciente em estabelecimento prisional, tão logo obtenha alta hospitalar, submeter-lhe-ia a risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde, o que não encontra amparo nos princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade da pena e do direito fundamental à saúde", justificam os advogados.
A defesa de Bolsonaro também cita que a mesma medida foi concedida ao ex-presidente Fernando Collor e que o quadro pós-ope