Milhares participam de funeral de estudantes mortos em ataque que atingiu escola no Irã

Milhares participam de funeral de estudantes mortos em ataque que atingiu escola no Irã

Milhares de iranianos compareceram nesta terça-feira (3) ao funeral das mais de 150 mortos em uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. No sábado (28), o local onde as vítimas estavam foi atingido por mísseis durante a ofensiva de EUA e Israel contra o país.

Caixões das vítimas de ataque a uma escola em Minab, no Irã, em 3 de março de 2026. — Foto: Amirhossein Khorgooei/ISNA

Mulher chora durante funeral das vítimas de ataque israelense que atingiu escola em Minab, no Irã, em 3 de março de 2026. — Foto: Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA

Pessoas carregam caixões no funeral das vítimas após um ataque a uma escola, em meio ao conflito EUA-Israel com o Irã, em Minab, Irã, 3 de março de 2026 — Foto: Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA

ONU pede investigação

O escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta terça-feira (3) uma investigação sobre o ataque que atingiu uma escola de meninas no Irã e deixou mortos.

Em Genebra, a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, afirmou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio.

Segundo ela, cabe às forças responsáveis pelo ataque investigar o caso e divulgar informações sobre o ocorrido. O escritório não apontou quem considera responsável pela ofensiva.

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“Isso é absolutamente horrível”, disse Shamdasani. Ela afirmou que imagens que circulam nas redes sociais mostram “a essência da destruição, do desespero, da falta de sentido e da crueldade deste conflito”.

De acordo com a porta-voz, Türk também pediu que todas as partes ajam com moderação e retomem as negociações.

A escola, localizada no sul do Irã, foi atingida no sábado (28), primeiro dia dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na segunda-feira (2) que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”. Israel informou que está investigando o incidente.

O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, já havia enviado uma carta a Türk em 1º de março, classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”. Segundo ele, 150 estudantes morreram.

O escritório de direitos humanos da ONU afirmou que ainda não tem informações suficientes para determinar se o bombardeio pode ser considerado crime de guerra.

Túmulos são abertos para vítimas de ataque a escola em Minab, no Irã. Cerca de 150 pessoas morreram. — Foto: Iranian Foreign Media Department/WANA