Psiquiatra é preso por agredir a esposa em Divinópolis

Psiquiatra é preso por agredir a esposa em Divinópolis

O médico psiquiatra José Lúcio de Abreu Faria Júnior, de 44 anos, preso por agredir a esposa em Divinópolis, deixou a prisão no sábado (28). A soltura ocorreu mediante alvará judicial, com a condição de uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele foi admitido no presídio Floramar em 16 de março. Com a decisão, o médico permanecerá sob monitoramento enquanto responde ao processo em liberdade. O caso é investigado pela Polícia Civil.

José Lúcio de Abreu Faria Junior — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Relembre o caso

O médico foi preso em flagrante após agredir a esposa, de 43 anos, no apartamento onde o casal morava, na região central da cidade. O crime foi registrado como lesão corporal.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima sofreu diversas agressões ao longo de dois dias. Durante uma discussão sobre o aluguel de um imóvel, o homem teria enforcado a mulher na cozinha, além de agredi-la com socos e impedir que ela pedisse ajuda, bloqueando o telefone.

A vítima relatou ainda que foi jogada no chão e agredida no rosto. Em meio às agressões, ela tentou deixar o apartamento com a filha de dois anos, mas foi impedida pelo marido.

Segundo o registro policial, o médico chegou a retirar a criança à força dos braços da mãe.

No dia seguinte, as agressões teriam continuado. A mulher contou que foi novamente impedida de sair de casa e sofreu novos golpes, incluindo socos e chutes.

Pedido de socorro e resgate

Após as agressões, a vítima conseguiu se trancar no banheiro com a filha e pediu ajuda a uma amiga por meio de uma rede social. A amiga acionou a Polícia Militar (PM).

Os policiais precisaram arrombar a porta do apartamento, já que o médico se recusava a abrir. Ele foi preso em flagrante no local.

Aos militares, o homem afirmou que houve uma discussão e que teria apenas reagido às agressões da esposa.

Lesões e histórico de violência

A mulher passou por exame de corpo de delito, que confirmou diversas lesões. Segundo relato à polícia, ela já havia sido agredida em outras ocasiões.

Durante as agressões, a vítima chegou a usar um canivete para se defender, o que causou um corte no braço do médico.

Ela também solicitou medidas protetivas de urgência.

O advogado do médico, Michael Vagner Guilhermino, informou ao g1 que não irá se manifestar sobre o caso, já que o processo tramita sob segredo de justiça.

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