Médica é denunciada por homicídio após morte de paciente em mini lipo em Montes Claros
Foto ilustrativa de Estetoscópio médico — Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Uma médica foi denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por homicídio qualificado após a morte de uma paciente durante um procedimento popularmente conhecido como mini lipo, em Montes Claros.
Segundo informações divulgadas pelo MPMG, o crime foi classificado como homicídio por dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de matar, qualificado por motivo torpe. A mulher, de 41 anos, morreu em 11 de dezembro de 2025.
“A defesa se manifestará em momento oportuno e provará que essa denúncia vai no sentido contrário de tudo que a jurisprudência vem sedimentando. Não há qualquer razoabilidade em se imputar dolo eventual nesse caso, e a defesa provará o equívoco ministerial, ainda que tenha que percorrer todas as instâncias judiciais.”
Veja os vídeos que estão em alta no g1
De acordo com o MPMG, a Mini Extração Lipídica Ambulatorial (Mela), conhecida como mini lipo, foi realizada em um consultório alugado, que originalmente funcionava como sala de fisioterapia.
“A investigação apurou que a acusada, graduada há cerca de um ano e sem especialização em cirurgia plástica, realizou o procedimento em local desprovido de estrutura de centro cirúrgico e sem alvará sanitário para intervenções invasivas. Durante o ato, a médica administrou sedação venosa com propofol sem a presença de um anestesiologista e sem equipamentos adequados para monitorização cardíaca ou controle de dosagem.”
O MPMG considerou que a técnica usada foi “grosseiramente arriscada”, já que “a cânula (pequeno tubo usado no procedimento) foi introduzida em profundidade incompatível com a segurança, atingindo o retroperitônio e a artéria femoral da paciente”.
Ainda conforme o MPMG, a mulher sofreu choque hemorrágico, com perda intensa e repentina de sangue.
“Ela morreu no local, que não tinha itens básicos de socorro, como desfibrilador ou oxigênio.”
O MPMG sustentou que a médica agiu por motivo torpe, “movida por interesse econômico, ao oferecer procedimentos de baixo custo, reduzindo despesas essenciais com segurança e equipe técnica”, e pediu para que ela seja julgada no Tribunal do Júri, por se tratar de um crime contra a vida. Além disso, requereu que a denunciada pague indenização aos herdeiros da vítima.
Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG
Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.