Irã se prepara para invasão de tropas americanas

Irã se prepara para invasão de tropas americanas

Líderes das sete democracias mais ricas do mundo se reuniram nesta sexta-feira (27), na França, para discutir o futuro da guerra no Oriente Médio. A tensão é total: o Irã está se preparando para uma invasão das tropas americanas.

Reunidos nos arredores de Paris, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, os ministros das Relações Exteriores do G7 tentam uma saída para o perigoso impasse. O encontro foi dominado pela preocupação com o impacto sobre a economia global, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, que afetou o transporte de petróleo. Nesta sexta-feira (27), o preço médio do barril voltou a passar dos US$ 110.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, participou das discussões e cobrou maior envolvimento dos países europeus para reabrir o estreito. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha tentou minimizar e afirmou que não há desacordos com os americanos:

"Não há qualquer pedido dos Estados Unidos para um envolvimento militar antes do fim das hostilidades".

Essa posição foi adotada oficialmente pelo G7 durante o encontro. Os europeus também alertaram que a Rússia estaria ajudando o Irã a localizar alvos. A Rússia negou. Depois da reunião, o secretário americano declarou que a guerra deve acabar em semanas, não em meses.

Secretário de Estado americano afirma que guerra contra o Irã deve acabar em semanas, não em meses — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Enquanto isso, no front, o conflito se torna mais intenso. Nesta sexta-feira (27), os Estados Unidos e Israel atingiram alvos estratégicos no Irã, incluindo uma fábrica de minas navais – bombas submarinas usadas para bloquear rotas marítimas. A imprensa iraniana informou ainda que instalações nucleares foram atingidas.

Em Teerã, socorristas retiraram sobreviventes de um prédio residencial. Em resposta, o Irã lançou ataques contra Tel Aviv e a cidade de Netanya. Sirenes soaram e explosões foram ouvidas. O Irã lançou uma nova onda de ataques também contra bases americanas no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou Estados Unidos e Israel de atacarem usinas iranianas nesta sexta-feira (27) e afirmou que os bombardeios contradizem a decisão de Donald Trump, que na quinta-feira (26) adiou em mais dez dias o prazo para bombardear o setor de energia.

Segundo a imprensa iraniana, o Irã agora espera uma possível invasão por terra e já convocou mais de 1 milhão de soldados para lutar contra os americanos. Além deles, é grande o fluxo dos pedidos de voluntários que também querem defender o país com as armas. Essas notícias criam preocupação na Europa e o temor de um novo Vietnã.

Na noite desta sexta-feira (27), autoridades americanas informaram ao jornal “Wall Street Journal” que um míssil e drones iranianos atingiram uma base dos Estados Unidos na Arábia Saudita. O ataque danificou aviões de abastecimento e feriu dez militares.