Maior chuva em 10 anos: temporal deixa quase 500 desalojados e ruas debaixo d’água em Peruíbe
Atualmente, 356 pessoas permanecem acolhidas nos abrigos organizados pela prefeitura e mais 100 afetadas seguem com acompanhamento. Esse foi o mês de fevereiro mais chuvoso desde 2016, de acordo com a Defesa Civil Municipal.
-
O volume de chuva em fevereiro atingiu 455 mm no bairro Guaraú, superando em mais do dobro a média esperada para o período.
-
Atualmente, 356 moradores permanecem em abrigos municipais, enquanto outros 100 são acompanhados pela assistência social.
-
O risco de novas fortes chuvas cessou, e a prefeitura atribui impactos menores a obras de desassoreamento e ações preventivas.
Famílias de Peruíbe, SP, começam a retornar para casa após alagamentos
As chuvas que deixaram mais de 480 pessoas desalojadas em Peruíbe, no litoral de São Paulo, foram as mais intensas dos últimos dez anos, segundo a Defesa Civil municipal. O acumulado em fevereiro chegou a 455 mm na estação do bairro Guaraú -- o esperado nesta época é 192,7 mm.
De acordo com a administração municipal, o volume registrado neste fevereiro superou toda a série histórica recente. O maior acumulado anterior havia sido em 2019, com cerca de 300 mm na estação Parque do Trevo.
O temporal atingiu a cidade desde o último fim de semana, obrigando centenas de moradores a deixarem suas casas. Parte deles foi acolhida em abrigos solidários organizados pela administração municipal. Os danos incluíram alagamentos, transtornos no tráfego e áreas inteiras isoladas.
Atualmente, 356 pessoas continuam acolhidas nos abrigos montados pela Prefeitura. Outras 100 seguem sendo acompanhadas pela assistência social para eventuais necessidades, e uma parte dos moradores já conseguiu retornar para casa ao longo dos últimos dias.
Imagens de drone mostra que água está acumulada em ruas de Peruíbe — Foto: Abner Reis/TV Tribuna
Segundo a prefeitura, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que o risco de novas fortes chuvas cessou. O nível da água também começou a baixar gradualmente nos bairros afetados.
Apesar do volume acima da média, a administração municipal afirma que os impactos foram menores que em anos anteriores. O município atribui o resultado às obras de desassoreamento do Rio Preto e às ações preventivas feitas ao longo do último ano.
A administração reforça que segue fornecendo alimentação, atendimento social, colchões, kits de higiene e acompanhamento permanente às famílias nos abrigos. A Defesa Civil continua monitorando todas as áreas atingidas.