Lula diz que oposição espalha fake news ‘todo dia’, após vídeo de Nikolas sobre Pix
Rio de Janeiro e Belo Horizonte
O presidente Lula (PT) voltou a criticar nesta sexta-feira (16) os algoritmos das redes sociais e disse que influenciadores que "falam bobagem" podem acumular até 20 milhões de seguidores.
Ele afirmou que professores não alcançam esses mesmos números e ainda citou o patamar de seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Agora tem uma profissão chamada influencer.
Cara que trabalha na internet e tem 3 milhões de seguidores.
Não conheço ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões.
Mas, se o cara estiver falando bobagem, pode até ter 20 milhões.
O Bolsonaro tinha 30 milhões", disse o petista em evento na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro.
Lula discursa em evento nesta sexta na Casa da Moeda, no Rio - Eduardo Anizelli/Folhapress
Bolsonaro, que cumpre pena após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado, está proibido de usar as redes sociais desde julho por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O petista disse nesta sexta que "a mentira vencerá a verdade" nas eleições presidenciais deste ano se a população não se atentar para as fake news nas redes sociais e reforçou sua preocupação com o avanço da inteligência artificial.
"Vocês, mulheres, tomem cuidado com essa tal de inteligência artificial.
Eles são capazes de tirar uma foto sua, sentada do jeito que você está aqui, e colocar você pelada [em edição] no celular.
É isso que é a inteligência artificial", disse Lula.
"Então, se preparem, porque a podridão nem está começando na inteligência artificial", acrescentou.
Apesar da crítica do presidente aos influenciadores, o governo tem recorrido a eles e a vídeos virais em uma nova estratégia de comunicação para as eleições deste ano, focada em redes sociais.
A Folha mostrou no ano passado que ao menos 20 influenciadores haviam sido contratados para participar de campanhas desde agosto.

O piso foi criado a partir de lei em 1936, no governo Getúlio Vargas.
O presidente disse que o evento não era uma celebração do valor do salário mínimo, mas da sua criação.
"Quando a gente tentou falar que iria aumentar o salário mínimo, todo mundo dizia: 'vai quebrar a economia, vai quebrar as empresas'.
Tem cara que dá R$ 1.
000 de gorjeta pra tomar uísque e não quer pagar um desgraçado de um salário mínimo para o povo pobre.
E esse cara acha que vai quebrar o país", criticou Lula.
Um decreto assinado pelo presidente em dezembro fixou o salário mínimo em R$ 1.
621 a partir de 1º de janeiro de 2026.
O novo valor teve reajuste de 6,79% em relação a 2025 (R$ 1.
518).
Lula disse que o atual patamar ainda é "muito baixo", mas defendeu a valorização do piso acima da inflação.
Os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Esther Dweck (Gestão e Inovação), presentes no evento, também saíram em defesa da política retomada pela gestão petista.

O evento foi repleto de afagos e gritos de apoio a Lula, que deve concorrer à reeleição neste ano.
'Malho duas horas por dia' Ao discursar no palco, uma trabalhadora da Casa da Moeda se disse feliz por conhecer o presidente e o chamou de "velhinho barbudo".
Após rápida conversa com Lula, ela voltou ao microfone e se referiu a ele como "barbudinho mais sexy do Brasil".
Em sua fala, o petista comentou o episódio e detalhou sua rotina de exercícios diários.
"Aquela companheira [trabalhadora da Casa da Moeda] me chamou de velhinho.
Eu fazendo um esforço condenado de levantar todo dia as 5h30 da manhã, malho duas horas por dia para parecer esse brotão aqui