Lindbergh acusa Eduardo, Flávio e Nikolas de estimular intervenção dos Estados Unidos e questionar a democracia brasileira.
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil ) O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT), acionou nesta segunda-feira (5) a Polícia Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
O petista pediu a abertura de um inquérito para investigar supostos crimes contra o Estado Democrático de Direito.
“Nikolas, Flávio e Eduardo têm que ser presos por traição e atentado contra a soberania nacional”, afirmou Lindbergh no X.
Ele disse que os três agem de forma coordenada para “estimular uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”.
O líder citou comentários feitos pelos parlamentares sobre o tarifaço e sobre a operação militar americana que levou à prisão o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, como fundamento para a representação à PF.

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VEJA TAMBÉM: Captura de Maduro pelos EUA desgasta Lula e pode afetar eleições presidenciais no Brasil Neste final de semana, Nikolas publicou uma montagem nas redes sociais em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece sendo preso por militares americanos.
“Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela.
Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro.
E quem vai ser preso é você… Você deveria ter respeito, fedelho, com a democracia brasileira”, afirmou o petista.
O deputado do PT disse ainda que os três são “vira-latas”, que “querem ficar de joelhos dobrados” para os Estados Unidos e “atrapalhar o Brasil”.
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“O Eduardo Bolsonaro vocês lembram, das sanções contra ministros, das tarifas.
Ele disse de forma muito clara que defendia a chegada de um porta-aviões no Lago Paranoá.
Flávio defendeu também”, disse Lindbergh nas redes sociais.
Ele também mencionou uma entrevista do senador à CNN Brasil de julho de 2025.
Na ocasião, Flávio citou as duas bombas atômicas lançadas pelos EUA no Japão durante a Segunda Guerra Mundial para defender que o governo brasileiro deveria ceder à pressão americana após o tarifaço.
Em outubro, o senador disse sentir "inveja” da ação militar americano contra barcos no Caribe.
"Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas.
Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?", disse Flávio.
Lindbergh afirmou que as declarações representam um “golpe continuado”.
“Não é opinião.
São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito”, destacou o líder.
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Mais cedo, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Flávio e Nikolas por suposta apologia ao crime de golpe de Estado.

A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) pediu à Procuradoria-Geral da República, nesta segunda-feira 5, que investigue supostas práticas de apologia ao crime e tentativa de golpe de Estado em publicações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contra o presidente Lula (PT).
O caso envolve a difusão de conteúdos que, segundo a deputada, sugeriam a atuação de autoridades estrangeiras – especialmente da Drug Enforcement Administration, agência antidrogas dos Estados Unidos – contra Lula.
Para Erika, as postagens configuram ataque à soberania nacional por defenderem ou normalizarem a interferência de órgãos estrangeiros no Brasil.
As manifestações ocorreram em alusão ao ataque realizado pelos EUA no sábado 3 contra a Venezuela, que resultou no sesquestro do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores.
No documento, a deputada sustenta que, ao associar esse episódio ao contexto político brasileiro, as publicações extrapolam o campo da crítica política e p