Justiça do RJ determina prisão do goleiro Bruno por descumprimento de condicional
Atleta terá que retornar ao regime semiaberto. Bruno foi condenado a mais de 22 anos por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio, com quem teve um filho.
Bruno foi condenado a 22 anos pela morte de Eliza Samudio — Foto: Divulgação
A Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro revogou nesta quinta-feira (5) o livramento condicional concedido ao goleiro Bruno Fernandes e determinou a expedição de mandado de prisão para que ele volte a cumprir pena em regime semiaberto.
Hoje com 41 anos, o ex-jogador do Flamengo foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio.
A decisão foi tomada após o descumprimento de regras impostas para a concessão do benefício. De acordo com a Justiça, no dia 15 de fevereiro, poucos dias depois de obter o livramento condicional, Bruno viajou para o Acre sem autorização judicial, apesar da proibição de deixar o estado do Rio de Janeiro.
Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega afirmou que a atitude demonstra desrespeito às condições estabelecidas para o benefício.
"(...) De fato, as condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido".
Solto, após morte de Eliza Samudio, ex-goleiro Bruno volta ao Maracanã
Com a revogação do livramento condicional, Bruno volta ao regime semiaberto — modalidade em que o detento pode trabalhar durante o dia, mediante autorização judicial, e deve retornar à unidade prisional à noite.
No fim de janeiro, Bruno chegou a publicar nas redes sociais fotos de uma visita ao Maracanã, onde afirmou que estava voltando ao estádio para assistir a uma partida do Flamengo (veja acima).
A execução penal de Bruno foi transferida para o Rio em 2021, quando foi mantido o regime semiaberto domiciliar concedido anteriormente. Em janeiro de 2023, a Justiça autorizou o livramento condicional, considerado a etapa final antes da extinção da pena.
Ex-goleiro Bruno Fernandes no Maracanã — Foto: Reprodução
Histórico
Bruno foi condenado a mais de 22 anos por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza, com quem teve Bruninho Samudio, hoje goleiro das categorias de base do Botafogo.
Ele foi preso em 2013, três anos após o crime. Em 2019, passou ao regime semiaberto e, desde janeiro de 2023, estava em livramento condicional.
Desde que deixou a prisão, ele tenta retomar a carreira. Seu último clube foi o Capixaba Sport Clube, do Espírito Santo, de onde foi demitido.