Henri Castelli no BBB 26: é normal ter crises convulsivas repetidamente?
Regra dos 5 minutos é decisiva para evitar danos cerebrais; saiba identificar quando a crise deixa de ser comum e vira risco de morte
Recentemente, o Brasil acompanhou a tensão no Big Brother Brasil 26, quando o ator Henri Castelli precisou de atendimento médico após uma crise durante uma prova de resistência.
O episódio levanta uma dúvida comum: quando chamar o SAMU na convulsão e quando apenas aguardar a crise passar?
Saiba quando chamar o SAMU em casos de convulsão Foto: Shutterstock / Saúde em Dia
Embora assustadora, a maioria das crises convulsivas é autolimitada, ou seja, o cérebro "desliga" o curto-circuito sozinho em alguns minutos.
No entanto, existem sinais de que a situação fugiu do controle e evoluiu para um risco de vida ou de dano neurológico irreversível.
Quando chamar o SAMU parra casos de convulsão
Segundo o neurocirurgião Raphael Bertani, o tempo é o fator mais crítico.
De acordo com o médico, há uma regra essencial que separa um evento comum de uma emergência médica grave.
Entender esses sinais pode ser a diferença entre uma recuperação completa e sequelas para a vida toda.

Regra dos 5 Minutos Este é o parâmetro mais importante.
Uma convulsão "comum" dura entre segundos e, no máximo, dois ou três minutos.
Se a crise ativa (o momento em que a pessoa está se debatendo ou rígida) ultrapassar 5 minutos, chame o SAMU imediatamente.
Segundo Bertani, "5 minutos é o limite".
Após esse tempo, o cérebro entra em um estado chamado Estado de Mal Epiléptico.
Nesse estado, o risco de lesão neuronal aumenta exponencialmente a cada minuto extra.
Isso porque, o corpo começa a sofrer com a falta de oxigenação e a quebra muscular pode ser tão intensa a ponto de liberar toxinas que paralisam os rins.
Nesse estágio, a crise raramente para sozinha; é necessária medicação na veia.
2.
Crises repetidas sem recuperar a consciência Às vezes, a pessoa para de se debater, parece relaxar, mas minutos depois volta a convulsionar, sem ter acordado ou falado nesse intervalo.

Nesse caso, o estresse metabólico é acumulativo e o coração e o pulmão da vítima sofrem uma sobrecarga imensa.
Podendo levar a uma parada cardiorrespiratória por exaustão.
3.
Dificuldade respiratória ou mudança de cor Durante a crise, é normal que a respiração fique ruidosa ou pausada por alguns segundos.
Porém, isso deve se normalizar rapidamente.
Se a pessoa ficar com os lábios ou o rosto azulados (cianose), ou se tiver dificuldade extrema para respirar após o fim dos espasmos, é um sinal de alerta.
A falta de oxigênio (hipóxia) é uma das principais causas de sequelas neurológicas pós-convulsão.
Se as vias aéreas estiverem bloqueadas por vômito, sangue ou saliva excessiva, a intervenção médica precisa ser imediata para desobstruir e ofertar oxigênio.
4.
Trauma grave na cabeça durante a queda

Portanto, o socorro deve ser acionado com urgência se houve uma batida muito forte na cabeça, sangramento intenso ou suspeita de fratura no pescoço/coluna.
A convulsão pode ser consequência de um trauma ou causadora dele.
Uma pancada forte pode gerar hemorragia intracraniana (sangramento dentro do cérebro).
Nesses casos, a vítima precisa de tomografia e avaliação neurocirúrgica urgente, independentemente da convulsão ter parado ou não.
5.
Condições especiais (Gestantes e Diabéticos) O histórico de saúde da vítima muda totalmente a gravidade da crise.
Logo, se a pessoa for gestante, diabética, tiver febre alta ou sinais de intoxicação exógena (veneno/drogas), o SAMU deve ser chamado imediatamente.
Gestantes: pode se tratar de eclampsia , uma condição gravíssima que coloca em risco a vida da mãe e do bebê.
Diabéticos: a convulsão pode ser causada por hipoglicemia severa (falta de açúcar no sangue).
Se a glicose não for reposta na veia rapidamente, o coma pode ser irrevers