Quadrilha é presa após aplicar golpe de R$ 200 mil com PIX falsos em distribuidora de cosméticos

Grupo é investigado por estelionato qualificado, fraude eletrônica e associação criminosa. Oito mandados foram cumpridos no Recife e em Olinda.


  • Polícia Civil prendeu grupo investigado por aplicar golpes com falsos comprovantes de PIX no Recife e em Olinda.

  • Esquema causou prejuízo de mais de R$ 200 mil a uma distribuidora de cosméticos, com pelo menos 32 crimes de estelionato.

  • Após descoberta, criminosos passaram a usar cartões virtuais de terceiros em compras online para continuar as fraudes.

Delegada Lígia Cardoso fala sobre 'Operação PIX de Papel', no Grande Recife

Delegada Lígia Cardoso fala sobre 'Operação PIX de Papel', no Grande Recife

A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (17), um grupo que aplicava golpes com comprovantes falsos de PIX, responsável por um prejuízo de mais de R$ 200 mil a uma empresa de cosméticos. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão no Recife e em Olinda (veja vídeo acima).

Segundo as investigações, os suspeitos atuavam principalmente contra uma distribuidora de cosméticos de Olinda, onde realizavam compras e apresentavam comprovantes falsos de pagamento.

A quadrilha foi presa através da “Operação PIX de Papel”, deflagrada nesta terça pela Diretoria Integrada Especializada (Diresp), vinculada ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri).

Em entrevista à TV Globo, a delegada Lígia Cardoso, da Delegacia de Repressão ao Estelionato, explicou que os criminosos iam até o local e convenciam os vendedores a aceitar transferências fora do QR code.

"Foram, ao todo, 32 crimes de estelionato, sendo dois tentados. Eles faziam o cadastro, realizavam a compra e convenciam o vendedor de [que enfrentavam] alguma impossibilidade de realizar o pagamento através de QR code", comentou.

Ainda segundo a delegada, os suspeitos pediam a chave PIX para fazer a transferência diretamente pelo celular e, na hora, apresentavam um comprovante falso para retirar os produtos.

"Fornecida a chave PIX, a pessoa supostamente realizava aquela transferência e formulava naquele momento mesmo um comprovante falso. Era um comprovante que realmente parecia idôneo, e aí a pessoa entregava a mercadoria e eles conseguiam finalizar [o golpe]", disse.

Após a empresa identificar o esquema, o grupo mudou a forma de atuação e passou a usar cartões virtuais, em nome de outras pessoas, para realizar as compras no ambiente digital. Segundo a polícia, nesses casos, a fraude só era descoberta quando os verdadeiros donos dos cartões contestavam as compras.

"Depois que o terceiro constatava que aquela compra não tinha sido feita por ele. Quando ele recebia alguma notificação ou verificava sua fatura, contestava a compra junto à instituição financeira. Enquanto a compra era contestada e a empresa não recebia o valor da administradora do cartão, a mercadoria já havia sido entregue", explicou a delegada.

Segundo Lígia Cardoso, os criminosos devem responder por estelionato qualificado, fraude eletrônica e associação criminosa.

Delegada Lígia Cardoso fala sobre 'Operação PIX de Papel', no Grande Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

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