Golpe de R$ 500 mil contra empresa de Governador Valadares leva à operação do MPMG em 5 estados
Grupo é investigado por invadir conta bancária e movimentar R$ 800 mil. Mandados foram cumpridos nesta quinta-feira (26) e sete pessoas foram presas.
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Operação investiga golpe de quase R$ 500 mil contra empresa de Governador Valadares.
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Grupo invadiu conta e movimentou R$ 800 mil em investimento.
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Mandados foram cumpridos em quatro estados e no DF.
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Sete pessoas foram presas e diversos materiais apreendidos.
MP realiza operação que investiga esquema de corrupção e fraudes
Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga um grupo criminoso suspeito de aplicar um golpe que causou prejuízo de quase R$ 500 mil a uma empresa de Governador Valadares, no Leste de Minas, além de uma instituição financeira. A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (26).
De acordo com o MPMG, a fraude ocorreu após os criminosos invadirem uma conta bancária empresarial e realizarem o resgate indevido de um investimento de R$ 800 mil. Em seguida, o grupo fez o pagamento de boletos que totalizaram quase meio milhão de reais.
A “Operação Bankline” cumpriu 12 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em cidades de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e no Distrito Federal.
As diligências ocorreram em municípios como Goiânia, Senador Canedo e Planaltina de Goiás, em Goiás; Parauapebas, no Pará; Planaltina, no Distrito Federal; Duque de Caxias e Queimados, no Rio de Janeiro; além de São Paulo, Santos, Praia Grande, Itapetininga e Salto, em São Paulo.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e pela 16ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares.
Operação investiga golpe de quase R$ 500 mil contra empresa de Valadares — Foto: Ministério Público de Minas Gerais
Prisões e materiais apreendidos
Segundo o Gaeciber, sete pessoas foram presas até o momento.
- Durante a operação, foram apreendidos:
- Quatro notebooks
- Dez celulares
- Dois HDs e um pendrive
- Cinco cadernos com anotações
- R$ 22.715 em dinheiro
- Um token de segurança
- Diversos documentos
- 30 modems
- 14 cheques
- 126 cartões
- 24 máquinas de cartão
- Uma chipeira e 11 chips de operadoras
Os materiais serão analisados para identificar outras possíveis vítimas.
Como o grupo agia
De acordo com as investigações, o grupo era dividido em núcleos.
Um deles era responsável pela parte tecnológica e utilizava conhecimentos avançados para habilitar dispositivos e burlar sistemas de segurança bancária.
Outro núcleo atuava na movimentação financeira, distribuindo o dinheiro entre contas de pessoas físicas e empresas para dificultar o rastreamento dos valores.
A fraude foi identificada pelo setor de segurança da instituição financeira, que detectou acessos feitos por dispositivos e redes de internet não habituais, em cidades diferentes da localização da empresa vítima. O nome da empresa não foi divulgado.
Orientações para evitar golpes
O Ministério Público divulgou orientações para evitar fraudes bancárias:
- Ativar autenticação em dois fatores em aplicativos
- Não clicar em links recebidos em mensagens suspeitas
- Procurar canais oficiais do banco para confirmar informações
- Ativar notificações de movimentações bancárias
- Monitorar extratos com frequência
- Não compartilhar senhas ou códigos
- Evitar acessar contas em redes públicas ou dispositivos de terceiros
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