O caso é investigado pela Delegacia de Proteção do Idoso de Presidente Prudente (SP) — Foto: Reprodução/Google Maps

O suspeito de aplicar um golpe contra um médico de 61 anos, que perdeu quase R$ 1 milhão em Presidente Prudente (SP), já trabalhou como secretário no consultório da vítima. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Conforme o inquérito policial ao qual o g1 teve acesso, a vítima informou que conheceu o suspeito, de 27 anos, há cerca de cinco anos, quando ele passou por uma avaliação médica. Na época, poucos dias depois, a secretária do consultório precisou se ausentar e indicou o investigado para substituí-la.

Pela confiança na funcionária, o médico aceitou a indicação. O suspeito trabalhou como secretário por cerca de quatro anos, até fevereiro de 2024, quando deixou o cargo para seguir carreira em outra área.

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No entanto, o suspeito continuou prestando serviços pontuais quando solicitado, devido à relação de confiança construída ao longo do tempo.

A vítima afirmou à polícia que ele não tinha acesso às suas contas bancárias, nem a cartões ou senhas.

Caso é investigado

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o homem mantinha uma relação de proximidade e confiança com o suspeito, de 27 anos. O criminoso teria aproveitado da intimidade para fazer movimentações financeiras na conta bancária da vítima sem autorização.

Além do dinheiro, o suspeito também teria transferido para o próprio nome dois imóveis que pertenciam ao idoso.

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima afirmou que percebeu o desvio após ter acesso aos extratos bancários. Em uma das ocasiões, o suspeito realizou quatro transferências no mesmo dia, que somaram R$ 240 mil.

A investigação apontou que os valores movimentados em diferentes datas são elevados e incompatíveis com qualquer negócio formalmente pactuado, indicando, na prática, um esvaziamento patrimonial e financeiro da vítima.

O caso é investigado como apropriação ou desvio de bens, rendimentos ou proventos de pessoa idosa.

Em nota enviada à TV TEM, a Polícia Civil informou que, devido à idade da vítima, o caso está sendo investigado pela Delegacia do Idoso de Presidente Prudente e tramita sob sigilo até a conclusão da apuração.

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