Doença é considerada de alto risco, principalmente pela dificuldade de obter um diagnóstico precoce A atriz Titina Medeiros morreu aos 48 anos, neste domingo (11), após lutar por cerca de um ano contra um câncer de pâncreas.
A informação foi confirmada por familiares.
Na publicação, a irmã de Titina afirmou que a família já sabia da agressividade do diagnóstico, mas não esperavam perdê-la em menos de um ano.
"Siga em paz.
Por aqui, ficaremos lembrando dos momentos bons e rindo das presepadas que você fazia nos palcos e nas novelas.
Te amo", concluiu.
Titina não é a única ter batalhado contra o diagnóstico.
No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 10 mil novos casos da doença foram diagnosticados apenas no período de um ano.
Sobre o câncer O câncer no pâncreas ocorre quando um tumor maligno se desenvolve no órgão.
A doença é considerada de alto risco, principalmente pela dificuldade de obter um diagnóstico precoce.
“O grande problema do câncer de pâncreas é que ele costuma ser silencioso no início.
Quando aparecem os sintomas, muitas vezes o tumor já se encontra em estágio avançado e com metástases, o que reduz significativamente as opções de tratamento”, explica o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD).
O oncologista Mauro Donadio, da Oncoclínicas, complementa: “Apenas de 10% a 15% dos casos são diagnosticados precocemente.
Ainda assim, quando identificada a tempo, a doença pode ser tratada com cirurgia com potencial curativo.
Em tumores muito iniciais, cerca de 25% a 30% dos pacientes podem atingir a cura.
” O que torna o câncer de pâncreas tão perigoso?

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Segundo os médicos, a agressividade do câncer pancreático é explicada por uma combinação de fatores.
Sua progressão costuma ser rápida, ele tende a invadir órgãos próximos como o fígado e o peritônio, e também pode se espalhar por via linfática ou sanguínea.
“Mesmo quando diagnosticado em estágios iniciais, pode ser necessário o uso de quimioterapia antes ou após a cirurgia para melhorar as chances de controle da doença”, ressalta Donadio.
A doença é considerada de alto risco, principalmente pela dificuldade de obter um diagnóstico precoce.
Ainda, há diferentes tipos de tumores pancreáticos.
O mais comum e também o mais agressivo é o adenocarcinoma ductal pancreático, que se desenvolve nas células dos ductos do pâncreas.
“Ele tem um comportamento bastante invasivo”, reforça Nacif.
Tumores neuroendócrinos bem diferenciados são menos comuns e tendem a ser menos agressivos.
Há ainda lesões pré-malignas, como a neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN), que precisam de acompanhamento rigoroso.
Ainda não há certeza sobre qual dos tipos Titina Medeiros batalhava.
Quais são os fatores de risco para o câncer de pâncreas? Existem fatores hereditários e não hereditários para o desenvolvimento do câncer de pâncreas.
Os fatores de risco hereditários, responsáveis pela menor parcela de casos (cerca de 10% a 15%), são:
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Câncer de mama e de ovário hereditários associados aos genes BRCA1, BRCA2 e PALB2 Síndrome de Peutz-Jeghers Síndrome de pancreatite hereditária Já os fatores de risco não hereditários costumam ser passíveis de modificação, já que se relacionam ao estilo de vida em sua maior parte.
Dentre eles estão: Tabagismo Excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade) Diabetes mellitus Pancreatite crônica não hereditária
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Quais são os sintomas de câncer no pâncreas? Os principais sintomas que podem indicar câncer no pâncreas são: Icterícia (pele e mucosas amarelas) Urina escura (cor de chá-preto) Cansaço, perda de apetite e de peso Dor no abdômen superior e nas costas O fato destes sintomas não serem específicos do câncer de pâncreas e estarem associados a uma variedade de doenças diferentes contribui para que boa parte dos casos recebam diagnóstico tardio da doença.
É importante ressaltar que o diagnóstico de diabetes, que atua como fator de risco para a