'Ex-ladrão de ovos': conheça o macaco-prego Fulgêncio, novo morador do Bosque em Belém
História de Fulgêncio começou em Barcarena, onde moradores da rua Capitão Tomé Serrão notavam a presença do macaco que circulava pelos telhados e aproveitava a ausência de pessoas para descer e "fazer compras".
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Resgatado em Barcarena, o macaco-prego Fulgêncio foi transferido para o Bosque Rodrigues Alves, que buscava um primata para compor um recinto.
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Após um processo de aproximação gradual, Fulgêncio se integrou com sucesso a outros três macacos-prego no novo lar.
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Segundo a equipe técnica, Fulgêncio "respondeu muito bem às estratégias de manejo e enriquecimento ambiental", mostrando-se ativo e integrado.
Fulgêncio se adaptou ao Bosque e vive com outros macacos da mesma espécie. — Foto: Paula Lourinho
Conhecido como Fulgêncio, o primata foi resgatado e passa por um bem-sucedido processo de adaptação e se tornou um exemplo de reabilitação e educação ambiental.
A história de Fulgêncio começou em Barcarena, onde moradores da rua Capitão Tomé Serrão, no centro da cidade, notavam a presença do macaco que circulava pelos telhados e aproveitava a ausência de pessoas para descer e "fazer compras".
Ovos eram seus alvos preferidos em uma mercearia, mas pães, bananas e até açaí também faziam parte da lista de itens furtados.
Fulgêncio veio de Barcarena e está sob cuidados em Belém. — Foto: Paula Lourinho
Essa rotina chamou a atenção da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barcarena, que realizou a captura do animal. Devido a uma parceria existente com o Bosque Rodrigues Alves, em Belém, a equipe técnica entrou em contato para que Fulgêncio pudesse fazer parte de um ambiente apropriado.
A chegada de Fulgêncio ao Bosque ocorreu em um momento oportuno, porque, segundo os profissionais do local, o parque precisava de mais um macaco-prego para compor um recinto. Após um processo de aproximação gradual, Fulgêncio foi integrado oficialmente.
Segundo Ellen Eguchi, diretora do Departamento de Gestão de Áreas Especiais (DGAE) do Bosque, a adaptação foi muito positiva. "Ele passou por uma aproximação branda, respeitando o tempo dele e dos outros animais. Hoje podemos dizer que ele se adaptou super bem ao grupo", afirmou Eguchi.
Fulgêncio divide o espaço com outros três macacos-prego – uma fêmea e dois machos castrados. Ele é o único que não passou por castração, e a convivência tem sido equilibrada. "Mesmo tendo vivido próximo das pessoas e desenvolvido hábitos inadequados, ele respondeu muito bem às estratégias de manejo e enriquecimento ambiental. Está integrado e ativo no recinto", destaca Ellen Eguchi.
O macaco-prego (gênero Sapajus) é uma das espécies de primatas mais conhecidas do Brasil, reconhecido pela inteligência e habilidade em manipular objetos e usar ferramentas para obter alimento.
De acordo com biólogos, a capacidade de adaptação, porém, pode levar o macaco-prego a se aproximar de áreas urbanas, o que resulta em conflitos e comportamentos inadequados, como o ocorrido em Barcarena, quando passam a depender de alimentos acessíveis nas cidades.
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