Escala 6x1: Lula pede acordo entre trabalhadores, empresários e governo e defende jornada diferenciada por categoria
Lula participa da 2ª Conferência Nacional do Trabalho — Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta terça-feira (3) a construção de um acordo entre empresários, trabalhadores e governo na discussão do fim da jornada de trabalho 6 por 1. Lula também defendeu que as jornadas de trabalho sejam diferenciadas por categoria.
"Não iremos contribuir para prejudicar os trabalhadores e também não queremos contribuir para prejuízo da economia brasileira. Queremos contribuir para, de forma bem pensada e harmonizada, a gente possa encontrar uma solução. Qual é a jornada ideal? Para muitas categorias tem jornada diferenciada. Pode ter até regra geral, mas na hora de regulamentar vai ter que cair na especificidade de cada categoria", disse o presidente.
As declarações de Lula sobre o tema foram dadas durante discurso na abertura da Conferência Nacional do Trabalho, no Anhembi, em São Paulo.
"Estamos tentando construir um conjunto de propostas que interessa a empresários e trabalhadores para dar mais comodidade nesse mundo nervoso para que as pessoas tenham mais tempo de estudar, ficar com família, descansar", afirmou.
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Principal bandeira de campanha do presidente Lula na economia em sua busca por uma nova reeleição no fim deste ano, o projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor.
Mais cedo, o ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, informou que o governo pode enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso Nacional, sobre o fim da jornada 6 por 1, se julgar que o tema não está caminhando com a "velocidade desejada" nos textos em análise pelo Legislativo.
🔎Projetos com urgência de autoria do presidente da República trancam a pauta do Congresso caso não seja analisado em até 45 dias pela a Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado.