São Paulo O Corpo de Bombeiros retomou na manhã deste domingo (18) as buscas por Maria Deusdete Bezerra Ribeiro, 67, nas margens do rio Pinheiros.
A idosa foi uma das arrastadas pelas águas das fortes chuvas na última sexta-feira (16) na cidade de São Paulo.
Três equipes e 11 homes percorrem o rio com barcos e as margens com viaturas.
Uma equipe utiliza drone para a varredura de um braço do córrego na avenida Carlos Caldeira Filho, na zona sul.
Na manhã deste sábado (17), o corpo do marido dela, Marcos da Mata Ribeiro, 68, foi localizado no rio Pinheiros, próximo à ponte Edson de Godoy Bueno, na Vila Andrade, também na zona sul.
O carro em que o casal estava foi arrastado na região do Capão Redondo.
Maria Deusdete Bezerra Ribeiro, 67 (à esq.
) e Marcos da Mata Ribeiro, 68, eram casados há 46 anos e estavam em carro arrastado na chuva em São Paulo - Arquivo pessoal De acordo com o filho do casal, o motorista de aplicativo havia ido buscar a esposa na oficina de costura onde ela trabalhava na Vila Andrade.
Marcos dirigia com a esposa a caminho de casa, no Capão Redondo (zona sul), pela avenida Carlos Cadeira Filho quando o trânsito parou.
Faltavam menos de dois quilômetros pra que eles chegassem ao destino.

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As chuvas fizeram a água do córrego Morro do S subir em três minutos, relataram testemunhas.
Um vídeo recebido pelos bombeiros mostra uma mulher de camisa laranja dentro do veículo.
O caso ocorreu por volta das 18h de sexta, quando uma forte chuva atingiu a cidade.
Para o filho do casal, Hugo Bezerra da Mata Ribeiro, 45, se uma proteção existisse no local, separando a pista da avenida e a área do córrego, isso poderia ter impedido que o veículo fosse sugado para a galeria subterrânea que há no local.
Neste sábado, a gestão Ricardo Nunes (MDB) começou a construir um ma barreira provisória entre a avenida Carlos Caldeira Filho e o córrego.
Segundo a Defesa Civil, desde 1º de dezembro, 11 pessoas já morreram em decorrência das chuvas no estado.

Uma sirene também foi disparada em alguns bairros para alertar a população; temporal causou estragos neste sábado (17)

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Entenda por que Defesa Civil emitiu alerta extremo pela 1ª vez em SP Em uma iniciativa inédita, pela primeira vez, neste sábado (17), a Defesa Civil disparou um alerta extremo na capital paulista.
O alarme foi enviado para às zonas sul e leste da cidade.
O sistema de aviso funciona desde 2024.
Imagens obtidas pela CNN Brasil mostraram um homem em cima de um carro tentando escapar de alagamento, no período da tarde, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) colocou toda a cidade entrou em estado de atenção.
O alerta é diferente do normal e dispara um alarme mais longo (10 segundos).
A Defesa Civil justificou-se para defender o uso inédito do informe.
"O envio do alerta extremo teve como objetivo orientar a população a adotar medidas de autoproteção, evitando áreas de risco, vias alagadas e deslocamentos desnecessários durante o período crítico", alega o governo do estado de São Paulo, responsável pelo órgão.
Uma sirene também foi disparada em alguns bairros para alertar a população.
Homem é encontrado morto dentro de carro em córrego em Mauá
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Ainda segundo o órgão, "em apenas uma hora, a capital registrou quase 50 milímetros de chuva, volume classificado como chuva extrema, de acordo com os critérios da Organização Meteorológica Mundial (OMM)".
Outro ponto que justifica é a rápida elevação do nível dos córregos durantes essas tempestades.
Corpo encontrado Na última sexta-feira (16), um casal de idoso desapareceu em um veículo no córrego do bairro Vila Andrade, após a retomada das buscas neste sábado (17), os Bombeiros encontraram um dos corpos.
A vítima é Marcos da Mata Ribeiro, de 68 anos, que foi reconhecido por seu filho.
Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, segue desaparecida e as buscas continuam.

Chuva extrema levou ao disparo inédito do alerta para as zonas sul e leste de São Paulo; toda a capital entrou em