Cargo que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pode perder caso permaneça nos Estados Unidos, a função de escrivão da Polícia Federal (PF) tem um salário inicial de R$ 14.
164,81 e que pode chegar até R$ 21.
987,38.
O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro havia se licenciado deste trabalho para exercer o mandato parlamentar até ser cassado por faltas no mês passado.
As informações sobre a remuneração estão disponíveis na Tabela de Remuneração dos servidores federais de 2025.
Tabela mostra a remuneração do cargo — Foto: Reprodução A ausência injustificada pode provocar medidas administrativas e, até mesmo, a demissão do ex-deputado do cargo na PF: — Como Eduardo perdeu o cargo de deputado, ele naturalmente precisa retornar ao exercício da função original.
Como todo servidor público, ele tem a obrigação de comparecer e exercer suas atividades — explica Felipe Fonte, professor da FGV Direito Rio.

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— A legislação determina que o servidor tem 30 dias, assim que termina o impedimento de exercício do cargo, para reassumir o serviço.
Se ele não retornar, a partir dessa data, há previsão de mais 30 dias antes que se possa demiti-lo por abandono do cargo — complementa.
Eduardo, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, afirmou na sexta-feira não ter "condição de voltar ao Brasil agora" e disse que "não entregará" a posição na corporação "de mãos beijadas".
— Vou lutar por ele (pelo cargo na PF).
Fui uma pessoa que batalhou para ser aprovada nesse concurso — disse Eduardo.
O ato com a convocação foi assinado pelo diretor de gestão de pessoas substituto Licinio Nunes de Moraes Netto no dia 31 de dezembro e publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU).
Ao longo de 2025, Eduardo foi alvo de processos administrativos disciplinares por protagonizar ataques à PF e ameaçar publicamente delegados federais.
A publicação menciona o "retorno imediato" de Eduardo "para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional” ao exercício do cargo na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (DPF/ARS/RJ), chefiada pelo delegado Clayton Lúcio Santos de Souza.
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"A ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis", ressalta o documento.
Mandato cassado Eduardo teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara no último dia 18 por atos administrativos assinados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e demais integrantes da gestão, sem votação em plenário.
Com base no artigo 55 da Constituição, a decisão afirma que o deputado perdeu o cargo “por ter deixado de comparecer, na presente sessão legislativa, à terça parte das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados”, o que autoriza a cassação automática por ato administrativo.
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O ex-parlamentar também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), sua permanência nos EUA, onde teria trabalhado para articular sanções contra autoridades brasileiras, buscou pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
“A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky a este ministro relator”, disse à época o ministro Alexandre de Moraes, um dos alvos das sanções americanas.
Como Eduardo não apresentou resposta formal à acusação, a Defensoria Pública da União (DPU) assumiu sua defesa.
O órgão alega que as declarações do réu em que defendia sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras foram feitas como parte do mandato de deputado e devem ser protegidas pela imunidade parlamentar.
Processo disciplinar da PF Em setembro de 2025, a PF também abriu um processo administrativo disciplinar contra Eduardo para investigar a atuação do ex