Eduardo Bolsonaro diz que perda do mandato é “medalha”
A decisão da Câmara dos Deputados de declarar perda de mandato do então deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na quinta-feira (18), foi noticiada em diferentes veículos internacionais.
Autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, Eduardo possui 59 ausências não justificadas nas sessões deliberativas do plenário.
A Constituição prevê limite de faltas e a perda de mandato para o parlamentar que faltar em mais de um terço das sessões.
Veículos internacionais destacaram as ausências do ex-deputado e o nome do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
O argentino La Nación, noticiou as ausências em decorrência da ida de Eduardo para os Estados Unidos, onde buscou apoio para o paia Jair Messias Bolsonaro, junto ao presidente americano, Donald Trump.
"[.
.
.
] não comparece ao prédio do Legislativo em Brasília desde fevereiro, quando se mudou para os Estados Unidos para atuar como lobista em nome de seu pai, que atualmente está preso por tentativa de golpe", escreveu o jornal.

"O filho do ex-presidente acumulou 59 ausências injustificadas desde março, quando viajou aos Estados Unidos com o objetivo de convencer o governo americano a aplicar sanções contra o Brasil para beneficiar seu pai", pontuou o veículo.
O jornal espanhol La Nacion repercute a cassação de mandato de Eduardo Bolsonaro em 19 de dezembro de 2025 • Reprodução O americano ABC News apontou que o filho do ex-presidente "alega ser perseguido politicamente em seu país e tem pressionado membros do governo Trump para que ajudem seu pai a reverter sua condenação".
"O interesse de Trump na situação de Bolsonaro parece ter diminuído, e ele agora discute a cooperação em áreas além do comércio com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva", escreveu.
Perda de mandato de Eduardo Bolsonaro Após ter declarada a perda de seu mandato de deputado federal, Eduardo Bolsonaro disse que "valeu a pena" ter ido para os Estados Unidos.
"Ainda que existam pessoas que de digam que eu estou nos Estados Unidos por opção, eu digo para vocês: valeu a pena e valeu muito a pena ter pela primeira vez conseguido levar consequências reais para esses ditadores", expressou ele.

Eu tenho certeza que essa história não acabou.
Ainda durante a eleição de 2022, eu pedia votos para outros candidatos a deputado federal pelo estado de São Paulo, para fazer uma bancada grande", prosseguiu.
“Cassaram meu mandato por eu fazer exatamente aquilo que os meus eleitores esperam de mim”, afirmou filho do ex-presidente
O agora ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), 41 anos, reagiu à cassação do seu mandato, decidida na 5ª feira (18.
dez.
2025) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em discurso divulgado nas redes sociais, ele disse que a perda do cargo não se deu por crimes como corrupção ou tráfico de drogas, mas por, segundo disse, cumprir o papel esperado por seus eleitores, e que trata-se de uma “medalha de honra”.
“Não por corrupção, por terem encontrado dinheiro na minha cueca ou por envolvimento com tráfico de drogas.
Aliás, muito pelo contrário.
Cassaram meu mandato por eu fazer exatamente aquilo que os meus eleitores esperam de mim”, declarou em um vídeo.
Eduardo agradeceu aos apoiadores e citou ter sido o deputado federal mais votado da história do Brasil, ressaltando o apoio recebido nas redes sociais.
A decisão de Motta também atingiu Alexandre Ramagem (PL-RJ), que teve o mandato cassado na mesma data.
As medidas foram tomadas pela Mesa Diretora da Câmara, com base em entendi