Dois jovens presos e o menor apreendido por estupro coletivo em Copacabana são investigados em outros 2 inquéritos; entenda
Mais duas jovens procuraram a polícia para denunciar estupros depois que o caso de Copacabana veio à tona.
-
A 12ª DP (Copacabana) investiga se dois dos quatro jovens presos e o menor apreendido no caso de estupro coletivo em Copacabana têm ligação com outras duas denúncias de crimes sexuais.
-
Os casos vieram à tona depois da primeira queixa, feita por uma aluna de 17 anos do Colégio Pedro II.
-
Segundo a polícia, os agentes fazem diligências e aguardam ouvir a vítima da segunda denúncia registrada na delegacia, referente a um caso ocorrido em 2023. Na época, a adolescente tinha 14 anos.
Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana — Foto: Reprodução/Fantástico
A 12ª DP (Copacabana) investiga se dois dos quatro jovens presos e o menor apreendido no caso de estupro coletivo em Copacabana têm ligação com outras duas denúncias de crimes sexuais.
Os casos vieram à tona depois da primeira queixa, feita por uma aluna do Colégio Pedro II.
Segundo a polícia, os agentes fazem diligências e aguardam ouvir a vítima da segunda denúncia registrada na delegacia, referente a um caso ocorrido em 2023. Na época, a adolescente tinha 14 anos.
Em outro episódio, de outubro de 2025, uma testemunha já prestou depoimento. A polícia também aguarda a quebra de sigilo telemático dos investigados para tentar obter mais provas.
São réus na Justiça pelo crime em Copacabana:
Vítimas fazem novas denúncias contra réus por estupro coletivo
O adolescente apreendido é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro. Por se tratar de um menor, a identidade não foi divulgada. Ele está em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).
A Polícia Civil pediu ao Colégio Pedro II que envie à 12ª DP os procedimentos administrativos envolvendo dois alunos da instituição: Vitor Hugo Simonin e o adolescente apreendido no caso.
Entenda abaixo quais são os casos investigados:
Apartamento no Maracanã, em 2023
Suspeitos de estupro coletivo no Rio são acusados por outra menor pelo mesmo crime
Mattheus e o menor são acusados de cometer um crime semelhante ao caso de Copacabana. Neste caso, a situação aconteceu em um apartamento no Maracanã, na Zona Norte.
O crime, segundo a denúncia, ocorreu em agosto de 2023. O registro na delegacia só foi feito pela mãe da menor no dia 2 de março, após o caso de Copacabana ser revelado. A 12ª DP investiga o caso.
"Achavam que o prazer deles importava mais do que o trauma delas", disse a mãe da vítima, em entrevista à GloboNews.
A menina tinha 14 anos na época dos fatos. Hoje com 17, ela contou aos investigadores que mantinha um relacionamento com um dos envolvidos — o único menor de idade apontado no caso — que também é citado como participante do estupro coletivo já investigado.
Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana — Foto: Reprodução
A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Mattheus. A vítima alegou que foi forçada a ficar no cômodo, levou socos e chutes e obrigada a fazer sexo com ele, o menor e uma terceira pessoa — um adulto ainda não identificado.
A defesa do menor disse que não pode comentar o caso de 2023 porque o processo está em segredo de justiça. Mas afirmou ao g1 que solicitou uma cópia do procedimento para reavaliar a situação.
O g1 procurou a defesa de Mattheus para comentar a denúncia de 2023, mas não obteve resposta.
Sobre o caso envolvendo a jovem em Copacabana, os advogados afirmaram que foram divulgados trechos parciais de vídeos relacionados ao episódio. Segundo a defesa, mensagens trocadas por aplicativo indicariam que a menor de idade sabia da presença de outras pessoas no apartamento.
A defesa também afirmou que o inquérito foi concluído em cinco dias, sem que Mattheus e os demais investigados tivessem a oportunidade de prestar esclarecimentos.
Festa no Humaitá, outubro de 2025
Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, acusado de estupro coletivo contra adolescente, chegou na 12ªDP (Copacabana) acompanhado do seu advogado. — Foto: Reprodução
Vitor Hugo Oliveira Simonin é investigado por um caso de estupro que teria ocorrido durante uma festa de alunos do Colégio Pedro II no Humaitá, na Zona Sul, nas proximidades da escola.
Segundo a denúncia, o episódio teria acontecido durante uma festa junina em um salão de festas do bairro, onde Vitor Hugo e a vítima estavam.
“Essa festa foi no Humaitá, não foi no interior do colégio. Havia o segundo andar lá no local e ele teria levado essa vítima até o segundo andar e lá teria praticado crime”, disse o delegado Ângelo Lages, no dia em que o caso foi registrado.
Em entrevista ao Fantástico, a vítima disse que estava beijando Vitor Hugo durante a festa quando foi obrigada a praticar sexo oral nele.
"Teve uma hora que ele pediu pra eu praticar sexo oral nele. Eu disse que não ia fazer aquilo, muito menos ali, e ele continuou tentando forçar minha cabeça para baixo. Minhas pernas meio que cederam, ele meio que forçou e começou a forçar sexo oral nele."
"Quando eu consegui finalmente levantar, tive força pra levantar do chão, apareceu um segurança e eu consegui voltar para a festa", relatou a jovem, que afirmou só ter percebido que tinha sido vítima de um crime após a divulgação do caso de Copacabana.
A vítima afirmou que encontrou uma amiga logo após o ocorrido e contou o que tinha acontecido, chorando muito. A amiga já foi ouvida pela polícia como testemunha.
Procurada, a defesa de Vitor Hugo não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Delegado diz que mais uma jovem diz ter sido estuprada por réu por ataque em Copacabana