Desemprego no Acre cai para 6,4% no 4º trimestre de 2025; renda média ficou em R$ 2,9 mil

Dados da PNAD Contínua divulgados na última sexta-feira (20) mostram queda no nº de desocupados frente ao trimestre anterior, avanço na renda e informalidade ainda alta no estado.


  • Taxa de desocupação no Acre recuou 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, atingindo um dos menores índices desde 2012.

  • Apesar da queda no desemprego, a informalidade persiste como desafio, com 45,2% da população ocupada sem vínculo formal.

  • Rendimento médio habitual no estado foi de R$ 2.964, mantendo-se estável trimestralmente, mas com alta de 9,8% anual.

Taxa de desemprego é desigual entre estados

Taxa de desemprego é desigual entre estados

A taxa de desemprego no Acre fechou o quarto trimestre de 2025, referente a outubro, novembro e dezembro, em 6,4%, um dos menores índices já registrados desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa recuo de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última sexta-feira (20).

A pesquisa faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), levantamento trimestral que acompanha indicadores do mercado de trabalho em todo o país. A taxa anual, por sua vez, ficou em 6,6%, uma das menores desde 2012. (Veja o gráfico mais abaixo)

A nível nacional, a taxa de desocupação foi de 5,1%, recuo de 1,1% frente ao trimestre anterior (5,6%).

Entre as mulheres no Acre, a taxa de desocupação foi de 7,9%, acima da registrada entre os homens, que ficou em 5,7%.

O nível de escolaridade também aparece como fator determinante: pessoas com ensino médio incompleto enfrentaram as maiores taxas de desemprego, enquanto quem possui ensino superior completo apresentou os menores índices.

Desemprego no Acre — Foto: Divulgação

Apesar da queda no desemprego, a informalidade segue como desafio no Acre. No quarto trimestre de 2025, 45,2% da população ocupada trabalhava sem vínculo formal, o equivalente a cerca de 146 mil pessoas.

O índice considera empregados do setor privado e domésticos sem carteira assinada, além de trabalhadores por conta própria e empregadores sem registro no CNPJ e auxiliares familiares.

Entre os empregados do setor privado, 59,1% tinham carteira de trabalho assinada. Já o percentual de pessoas trabalhando por conta própria chegou a 18,7%.

Veja taxa anual de desocupação no Acre desde 2012
Desempenho de 2025 é o segundo melhor na série histórica
Fonte: PNAD Contínua

Renda média e subutilização

O rendimento médio real habitual no estado foi estimado em R$ 2.964 no quarto trimestre de 2025. O valor ficou estável em comparação com o trimestre anterior, mas representa aumento de 9,8% em relação ao mesmo período de 2024.

A massa de rendimento real, ou seja, a soma de todos os rendimentos pagos aos trabalhadores, alcançou R$ 936 milhões, indicando estabilidade frente ao trimestre anterior e crescimento na comparação anual.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas na força de trabalho potencial, foi de 17,9% no período.

Já o percentual de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou em 6,5% no estado.

Salário mínimo — Foto: Natalia Filippin/G1

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