Acho que de fato marcamos bem.
Os jogadores foram muito empenhados na marcação.
Não oferecemos chances reais para o Corinthians.
Quando tivemos a bola, podíamos circular melhor em alguns momentos e jogar melhor dentro da nossa característica.
Isso aconteceu contra o Fluminense.
Tivemos uma troca de bola mais acelerada, com mais velocidade e fluidez no ataque.
" Torcida do Vasco "A gente conta com a torcida.
Sei que eles vão lotar o Maracanã e nos apoiar do começo ao fim.
Esperamos de fato jogar juntos com o torcedor, corresponder às expectativas.
Vamos nos entregar ao máximo para que os vascaínos consigam sorrir ao fim do jogo.
"

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Parte tática "Atribuo (falta de ataques do Corinthians) mais ao Vasco, com certeza.
Time do Corinthians é muito criativo, que tem variação e jogadores que decidem o jogo em qualquer vacilo.
Atribuo muito mesmo à maneira como o Vasco se portou em campo.
O Corinthians é um time jogando aqui em Itaquera que consegue produzir muita coisa e a gente conseguiu neutralizar.
No Maracanã é outro jogo, mas não acho que o Corinthians vai ter uma postura muito diferente.
Não é um time que modifica muito do que faz em casa e fora.
" Desgaste
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"Não (mexer não) tem relação com o jogo contra o Atlético-MG.
Em alguns momentos a gente substitui pensando no outro jogo.
Se eu substituísse um jogador 15 minutos antes ia fazer muita diferença para o jogo de domingo? Isso que vai determinar? Aí você faz uma equação do que você vai arriscar.
Ainda mais hoje um jogo de final de campeonato.
O Nuno tem jogado constantemente, saído mais tardiamente e o desempenho físico está melhor nos últimos jogos.
É uma equação que não fecha com uma lógica formal.
Ninguém é obrigado a mexer no time, a gente mexe para melhorar.
Eu poderia ter colocado alguns jogadores, mas você fica com receio.
O time estava muito ajustado taticamente e a gente não teve quase tempo nenhum para treinar.
Treinei para jogar de um jeito diferente a marcação.
Então fica o receio de mexer e ter um desajuste porque não deu para dar a mesma carga de treino e informação para todo mundo.
Minha ideia é mexer para no mínimo estabilizar ou melhorar.
Essas partidas mais decisivas a gente poderia ter tirado jogadores antes, mas tinha disputa de pênaltis.
Hoje, eu pensei em trocar mais cedo, mas na hora de pensar em todas essas coisas eu preferi não mexer.
" Coutinho
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"Desde que cheguei aqui tive uma conexão imediata com ele, no primeiro contato.
Antes de treinar já criamos uma conexão muito forte.
Ele tem me ajudado sistematicamente desde que cheguei aqui.
Talvez o momento mais emblemático da temporada, nunca falei isso, mas depois do jogo do Santos o Coutinho teve uma luxação no ombro e tomou injeção para jogar por umas quatro partidas, tamanha era a vontade de ficar (em campo).
Foi uma coisa que me marcou muito.
Esse foi o grande momento do Philippe, para mim, desde que cheguei aqui.
Todo mundo que tem problema no ombro sabe que é muito difícil.
Ele não conseguia produzir o que poderia por conta do ombro.
Mas ajudava em outros aspectos, de liderança, e, quando livre, também tecnicamente.
Isso mostra o quão compenetrado e conectado está com o time.
Acho que na minha carreira nunca aconteceu isso.
Era uma lesão de fato para ele ficar com o departamento médico e se recuperar.
Chega no final da temporada e ele tem um merecimento muito grande para que coisas grandes aconteçam com ele.
Hoje, como foi contra o Fluminense, foi um jogador muito especial, muito criativo.
É um privilégio muito grande e um presente para o Vasco e para o futebol brasileiro ter um jogador dessa categoria.
Outro dado importante é que ele quase todos os jogos é um dos caras que mais corre somando as duas equipes.
Não frequenta mais o DM, treina todos os dias, joga todas as partidas quase na totalidade, com ritmo, com intensidade, merece muita coisa boa.
"

Decisão do campeão será no Maracanã, no próximo domingo (21) Copa do Brasil: Corinthians e Vasco empatam pela ida da final em jogo tenso Em