Capivara é resgatada na Marginal dos Cavalos em Itapetininga

Capivara é resgatada na Marginal dos Cavalos em Itapetininga

Uma das capivaras que ficou com um cabo metálico preso ao corpo após uma tentativa de caça ilegal, em Itapetininga (SP), foi resgatada na noite de segunda-feira (2). Até a publicação desta reportagem, o outro animal ainda não havia sido localizado.

De acordo com a prefeitura, os objetos ficaram presos nos animais em agosto de 2025, causando ferimentos graves. Para possibilitar o tratamento adequado, a administração municipal instalou uma estrutura de contenção, conhecida como brete, em um ponto estratégico da Marginal dos Cavalos, onde as capivaras costumam ser vistas com frequência.

Após o resgate, a capivara foi encaminhada para atendimento veterinário e deve permanecer em observação por até cinco dias. A orientação é que, por se tratar de um animal silvestre, ela não permaneça por longos períodos em ambiente diferente do habitat natural.

Capivara foi resgatada e está sob observação — Foto: Júlia Nunes

De acordo com o subsecretário de Defesa Animal do município, Riad Elneser Londoño, o acionamento do brete é feito manualmente para que a equipe consiga capturar somente os animais que estão machucados.

"A partir disso, acionar os veterinários para que venham aqui e façam o tratamento aqui mesmo da capivara, a retirada do laço metálico, sedação e medicação, e reintroduzi-los ao meio ambiente aqui no local mesmo."

Para atrair a capivara até a estrutura de contenção, foi montado um caminho com alimentos que fazem parte da dieta dos animais, como folhas de bananeira, milho e cana-de-açúcar. Ela foi atraída por um morador até o brete, onde foi sedada e teve o objeto retirado.

Biólogos e médicos-veterinários orientam que a população evite se aproximar das capivaras, tanto para garantir a segurança das pessoas quanto o bem-estar dos animais.

Como o fechamento do brete é feito manualmente, voluntários passam pelo trecho do ribeirão várias vezes ao dia para monitorar a movimentação das capivaras e agir no momento adequado para a captura.

"A recomendação é que não se tenha contato físico com o animal, porém, nós contamos com a ajuda da Polícia Ambiental, que está fazendo ronda e a verificação dos animais, se estão aqui dentro do brete para, se caso estejam, fazer o acionamento manual. Também contamos com a ajuda de alguns voluntários da própria prefeitura, a equipe de veterinários, para fazer esse acionamento, caso preciso", detalha o subsecretário.

Objeto causava ferimentos graves no animal — Foto: Júlia Nunes

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