Fachada do Banco de Brasília (BRB) — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Banco de Brasília (BRB) entrou nesta quinta-feira (5) em uma lista de companhias "inadimplentes" por estar devendo documentos periódicos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo a CVM, até esta quinta (5) o BRB não tinha enviado à comissão o 3º Formulário de Informações Trimestrais de 2025, com dados de julho a setembro.

➡️ A CVM é o órgão do governo federal responsável por fiscalizar e regular o mercado de capitais. Por isso, todas as empresas com capital aberto (ou seja, que negociam ações em bolsa) precisam enviar relatórios periódicos à comissão.

O g1 questionou o BRB sobre o não envio da documentação e aguarda retorno.

A inclusão na lista, neste estágio, é apenas um sinal de alerta e não gera punição às companhias incluídas.

A CVM alerta investidores e público, no entanto, que firmas que descumprirem suas obrigações por 12 meses ou mais podem ter o registro de "emissor de valores mobiliários" cassado -- ou seja, ficar impedidas de seguir negociando na bolsa.

Presidente do BRB fala à TV Globo sobre crise vivida pela instituição

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BRB quer vender ações

O Banco de Brasília (BRB) pretende emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias, nas próximas semanas, para captar dinheiro no mercado e reforçar o patrimônio da instituição.

Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais.

Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual.

➡️Todos esses números constam na proposta que será levada pelo banco à Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, convocada para o dia 16 deste mês.

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