Brasil reafirma rejeição a qualquer intervenção na Venezuela em reunião da OEA
Brasil condena uso da força contra a Venezuela e alerta para risco de colapso da ordem Em sessão extraordinária da OEA, diplomacia brasileira afirma que ação dos Estados Unidos na Venezuela viola o direito internacional
Lula tem se manifastado contra a ação dos EUA na Venezuela, que prendeu Nicolás Maduro Ricardo Stuckert/PR - 1.
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2024
O Brasil fez nesta segunda-feira (6) mais uma dura manifestação diplomática para condenar os bombardeios em território venezuelano e a prisão de Nicolás Maduro, classificando os atos como uma “afronta gravíssima” à soberania nacional e um precedente perigoso para a comunidade internacional.
A posição foi apresentada pelo embaixador Benoni Belli, representante permanente do Brasil, durante sessão extraordinária da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Em um discurso de tom firme, o diplomata afirmou que o cenário atual remete a práticas que se acreditava superadas na América Latina e no Caribe.
Segundo ele, agressões militares desse tipo colocam em risco o multilateralismo e podem levar à substituição do direito internacional pela “lei do mais forte”.

Para o Brasil, esse raciocínio abre espaço para que países mais poderosos imponham sua vontade, ignorando soberanias nacionais e fragilizando a autodeterminação dos povos.
Violação da carta da ONU O discurso brasileiro destacou que a ação militar viola de forma direta a Carta das Nações Unidas e compromissos assumidos no âmbito hemisférico.
O embaixador citou a recente resolução 297/2025 da Comissão Jurídica Interamericana, que reafirma a proibição do uso da força nas relações internacionais, salvo em casos de legítima defesa ou quando há autorização expressa do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
A resolução também reforça que tais normas se aplicam a todos os Estados, sem exceções regionais.
América Latina como zona de paz Ao contextualizar a posição brasileira, Belli lembrou que a condenação ao uso da força é coerente com a atuação histórica do país em crises internacionais recentes.
Ele ressaltou que a América Latina e o Caribe foram declarados zona de paz pela Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), o que confere ainda maior gravidade aos acontecimentos envolvendo a Venezuela.
O Brasil também rejeitou qualquer solução que envolva a criação de protetorados ou imposições externas ao país vizinho.
Para o governo brasileiro, apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos e livre de ingerências estrangeiras, pode levar a uma solução legítima e duradoura.
Para ver este vídeo, ative o JavaScript ou considere uma atualização para um navegador da Web que suporte vídeo HTML5 Preocupação com a segurança regional O discurso chamou atenção para o caráter inédito da situação na América do Sul.
Pela primeira vez, imagens de uma agressão armada externa à região atingem um país sul-americano, no caso um vizinho com o qual o Brasil compartilha cerca de 2.
200 quilômetros de fronteira terrestre.
O embaixador afirmou que os fatos são especialmente alarmantes e despertam preocupação direta do governo brasileiro com a segurança regional.
Ele recordou declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a última cúpula do Mercosul, realizada em dezembro em Foz do Iguaçu: “Construir uma América do Sul próspera e pacífica é a ún