Julio Casares está no último ano mandato na presidência do São Paulo e arrisca cair.
Foto: Rubens Chiri/SPFC Julio Casares está no último ano mandato na presidência do São Paulo e arrisca cair.
Foto: Rubens Chiri/SPFC Juio Casares Julio Casares está no último ano mandato na presidência do São Paulo e arrisca cair.
Foto: Rubens Chiri/SPFC Julio Casares está no último ano mandato na presidência do São Paulo e arrisca cair.
Foto: Rubens Chiri/SPFC A jovem democracia brasileira ensina o futebol a punir gestões irresponsáveis.
O São Paulo Futebol Clube é o mais novo candidato a interromper o mandato de um dirigente em um processo de impeachment.
Acusado de receber ilicitamente R$ 1,5 milhão em dinheiro no período de janeiro de 2023 a maio de 2025, de acordo com reportagem publicada pelos colegas Pedro Lopes e Daniel Lavieri no UOL, o presidente Julio Casares está na berlinda.
O dirigente tricolor vive o drama, por exemplo, de Edmundo dos Santos Silva.
Em 2002, o presidente do Flamengo foi acusado de desvio de dinheiro e fraude contábil.
Resultado: 530 conselheiros votaram contra a permanência dele no cargo.
Apenas 26 fecharam com ele.

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Treze anos depois, o São Paulo botou para fora Carlos Miguel Aidar.
Assim como Edmundo dos Santos Silva, o presidente era acusado de desvio de dinheiro.
Em meio a ameaça de impeachment e isolado pela base aliada, o cartola se antecipou e renunciou ao mandato.
O Santos puniu o presidente José Carlos Peres em 2020.
As contas do clube não fechavam em 2019.
Sob forte desconfiança, o mandatário caiu acusado de gestão temerária devido a irregularidades nas contas do Peixe.
O juízo final contra ele pesou.
Dos 1.
078 nomes aptos a votar, 1.
005 apoiaram o impeachment do dirigente e o tiraram do cargo.
Em 2018, o então presidente do Fluminense, Pedro Abad, pensou em renunciar durante o trâmite do pedido de impeachment do dirigente.
Entretanto, resistiu até os sócios votarem uma mudança no estatuto do clube para antecipar o fim do mantado de três anos do cartola, aprovado por 812 votos a 179.
As eleições foram antecipadas e o mandatário entregou o cargo pacificamente.
O Corinthians é um dos pioneiros na destituição de presidentes entre os gigantes do futebol brasileiro.
O Conselho Deliberativo afastou Miguel Martinez em 1972.
Um racha interno deixou a situação insustentável e ele deixou o cargo.
Em 2007, Alberto Dualibi deixou o poder provisoriamente devido a acusações graves de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na relação com a MSI.
A pressão foi aumentando em meio ao surgimento de provas.
Minado pela gravidade, decidiu sair.
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No ano passado, o Conselho Deliberativo do Corinthians tirou Augusto Melo da cadeira em uma Assembleia Geral dos Sócios.
Osmar Stabile assumiu e toca o Corinthians.
X: @marcospaulolima

Torcedores do São Paulo protestam contra Casares com faixa de 'gestão criminosa' e batem no carro do presidente; VEJA (0:30) Abrir mais reações Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres agendou, na noite de terça-feira (06), a data para a reunião para votar o impeachment do presidente Julio Casares diante dos escândalos divulgados nos últimos dias.
A votação foi marcada para o próximo dia 14 de janeiro (quarta-feira), às 18h30 (de Brasília).

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O primeiro chamado acontece às 18h30, enquanto o segundo está previsto para 19h.
A votação do impeachment de Casares pelos 255 conselheiros do clube será secreta e realizada de forma presencial nas dependências do Morumbis.
Os conselheiros do São Paulo votarão para aprovar ou não o pedido de impeachment, protocolado em dezembro do ano passado pela oposição.
A destituição de Casares pode se confirmar se dois terços dos conselheiros (171) votarem a favor.
Caso contrário, o requerimento é arquivado.
Caso a maioria simples no Conselho aprove o impeachment de Casares, o presidente será afastado imediatamente do cargo, que será assumido de forma temporária por Harry Massis Júnior, primeiro vice-presidente do clube.
A últ