Ler resumo Cleiton Zanatta e Johnny Andrade foram agredidos em Porto de Galinhas no último sábado.
@johnnyandradepersonal / Instagram / Reprodução Depois que um casal de turistas de Mato Grosso foi agredido por comerciantes na praia de Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco, a prefeitura de Ipojuca anunciou a adoção de medidas emergenciais.
O caso de agressão aconteceu no último sábado (27), depois que os turistas se recusaram a pagar um aumento no valor cobrado pelo uso de cadeiras de praia.
O preço teria passado de R$ 50 para R$ 80 sem aviso prévio.
Entre as ações anunciadas pela prefeitura está a suspensão das atividades da Barraca da Maura, onde houve a confusão, e o afastamento de funcionários envolvidos.
Na segunda-feira (29), policiais civis também realizaram uma ação em Porto de Galinhas para intimar os barraqueiros que atuam no local a prestar depoimento.
Barraqueiros intimados

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Na segunda-feira (29), policiais civis fizeram uma ação em Porto de Galinhas para intimar os barraqueiros que atuam no local a prestar depoimento.
Segundo o governo do estado, ao menos 14 pessoas envolvidas na confusão foram identificadas.
A Polícia Civil falou ao g1 que as diligências sobre o caso foram iniciadas e que só poderá repassar mais informações após a conclusão do inquérito.
Conforme o secretário de Turismo de Ipojuca, Deomaci Ramos, os barraqueiros vão ter que incluir nos cardápios as informações sobre as medidas adotadas.
Ele também explicou que os comerciantes podem cobrar pelo aluguel de cadeiras e de guarda-sóis, mas são proibidos de relacionar o valor ao consumo nas barracas.
— O Código de Defesa do Consumidor já proíbe essa prática, então isso não pode acontecer.
Isso é a venda casada.
Você senta, você não paga a cadeira, tem que consumir x valor — disse.
O secretário também pediu o cadastramento de todos os garçons que trabalham no atendimento aos clientes em Porto de Galinhas.
— A gente já entrou em contato com a Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas para pedir, reforçar, exigir e dizer: 'quem não apresentar, no prazo de 15 dias, vai estar impedido'.
Alguns já estão atualizados, com cadastro.
Vai ter que ser entregue à Secretaria de Turismo, assim como o cadastro de todos os garçons vinculados àquela barraca — afirmou.
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Relembre o caso Em entrevista ao g1, Johnny Andrade contou que eles chegaram por volta das 10h à praia, quando foram abordados por um homem que ofereceu o aluguel de cadeiras por R$ 50.
O comerciante teria dito que não haveria cobrança em caso de consumo de bebidas ou petiscos.
Porém, Johnny afirmou que, quando pediram a conta, foram avisados de que teriam que pagar R$ 80 pelas cadeiras.
O casal questionou a mudança e se recusou a pagar o novo valor.
— Falei que isso não tinha sido combinado.
Só aceitamos porque o valor era R$ 50.
Aí ele pegou uma cadeira e arremessou no meu rosto — disse.
O empresário disse ter sido agredido por outros comerciantes quando caiu no chão.
Cleiton Zanatta se afastou para pedir ajuda.
Ele acredita que o ataque tenha sido motivado por homofobia, já que eles formam um casal gay.
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Com a ajuda de guarda-vidas civis, o casal foi retirado da praia e levado à Delegacia de Porto de Galinhas.
Antes de registrar a ocorrência, precisaram buscar atendimento médico por conta dos ferimentos.
Não houve disponibilização de ambulância.
Na unidade de saúde de Porto de Galinhas, Johnny foi medicado, mas precisou ser encaminhado ao hospital de Ipojuca para realizar exames de imagem, já que o local não possuía o equipamento necessário.
Ele foi liberado para seguir o tratamento em casa.
— Levei vários chutes, meu rosto está muito machucado.
Se a gente não tivesse conseguido escapar, eles iam matar a gente — disse.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o casal relata a ocorrência, cobra providências das autoridades e diz que vai processar os órgãos municipais.
Medidas emergenciais Após o episódio de violência, a prefeitura de Ipojuca anunciou a adoção de medid