Após Globo de Ouro, Minnie Driver é tietada por brasileiros e responde
Desde a noite do último domingo, eu me juntei a milhões de pernambucanos e tenho andado com o maior orgulho em "linha reta" do mundo.
Meus conterrâneos entenderão a referência, afinal, se a nossa autoestima já era algo a ser estudado, depois que o Recife venceu o Globo de Ouro, estamos beirando o insuportável, tenho que admitir.
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E, quando digo que o Recife ganhou um dos mais importantes prêmios cinematográficos do mundo, não é uma simples figura de linguagem.
Wagner Moura, com sua merecidíssima estatueta de Melhor ator, que me perdoe, mas o personagem principal de O agente secreto é o Recife — fato, inclusive, que causou estranhamento e críticas inusitadas.
Teve espectador e até crítico de cinema brasileiro afirmando que só quem é do Recife entende o filme de Kleber Mendonça Filho.
Seguindo a mesma lógica, apenas os moradores de Nova York compreendem a cinematografia de Woody Allen? Ao coroar O agente secreto com o prêmio de Melhor filme em língua não inglesa, o mundo — ou parte dele — provou que não.
É possível ver beleza e poesia naquele Recife de 1977, apesar das mazelas, que ainda persistem quase 50 anos depois, e do momento tenebroso pelo qual passavam todas as cidades brasileiras.
Mais do que isso, é possível ver um lugar pulsante e, ao mesmo tempo, acolhedor e com uma identidade tão forte que, muitas vezes, rouba a cena.
É possível ver sentimentos universais naquele cantinho do nordeste brasileiro.

Para mim, e tenho certeza que para Toinho e para tantos outros conterrâneos, Recife é justamente isso: casa, aconchego, memória.
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A cidade ajudou a forjar a nossa identidade.
Leia também: Cinema arretado É justamente por isso que O agente secreto é um filme tão universal.
Ele é sobre política, sim, mas essencialmente é sobre memória — a minha, a de Toinho, a de Kleber e a de todos os que prezam pela sensação de pertencimento, seja do Recife, seja de Brasília, seja da Cochinchina.
Muito tem se falado de O agente secreto, sobretudo depois do reconhecimento mundial na cerimônia do Globo de Ouro e da expectativa para o Oscar.
Ouvi e li críticas e comentários que abordam diversos vieses do filme.
Tem quem ache uma obra-prima, tem quem "não o entendeu".
Muitas vezes, é amado e odiado na mesma intensidade — o que, na minha opinião, faz dele uma obra ainda mais grandiosa e genial.
A mim cabe sugerir a quem ainda não assistiu correr até a primeira sala de cinema e tirar as próprias conclusões.
Para o bem ou para o mal.

Atriz parabenizou Wagner Moura em português ao entregar o prêmio no Globo de Ouro
Após Globo de Ouro, Minnie Driver é tietada por brasileiros e responde
Após apresentar a categoria de Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro de 2026 e parabenizar Wagner Moura em português, a atriz Minnie Driver recebeu o carinho da internet brasileira e respondeu aos comentários do público.
"Diva! Nós brasileiros te amamos!", diz um dos comentários, enquanto a atriz respondeu dizendo "Obrigado!".
Em outro comentário agradecendo ao carinho dela com o Brasil, a atriz respondeu com um emoji de beijos e um coração.

A cerimônia está marcada para o dia 15 de março.
Ainda não se tem informações concretas sobre a exibição da cerimônia de entre